sábado, 28 de novembro de 2015

Piloto russo foi resgatado
pelo Hezbollah, pelos russos e pelo general Soleimani do Irã
            

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26/11/2015, Fars New Agency            
Tradução pelo Coletivo Vila Vudu                           

BO: "Vc ñ pode bombardear as pess..."
Vlad: "Scutaqui, ô, Oklahoma."
BO: "Pô, Vlad, é O-ba-ma".
Vlad: "Tá, tá. Scutabem, ô Bahamas."
 (https://goo.gl/Wv1pRH) [pano rápido]
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"O incidente da 3ª-feira – e a operação de resgate do piloto russo –
podem ter consolidado o eixo Rússia-Irã-Síria-Hezbollah no plano operacional,
em grau que, semana passada, seria ainda impensável"
"A rede do terror turco entrou na alça de mira da Rússia", 27/11/2015, MK Bhadrakumar.
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Genaral Soleimani
Fontes russas revelaram na 5ª-feira que o piloto do SU-24 russo atacado pela Turquia e derrubado sobre a Síria na 5ª-feira passada foi resgatado pelo famosíssimo comandante do Corpo dos Guardas da Revolução Iraniana, major general Soleimani.



Na 3ª-feira, um jato SU-24 russo foi derrubado em território sírio. O presidente Vladimir Putin da Rússia disse que o avião foi derrubado por míssil ar-ar disparado de um jato turco F-16 sobre território sírio, e caiu a 4 quilômetros de distância da fronteira turca.


A tripulação do jato russo conseguiu ejetar-se e um piloto foi assassinado por fogo do solo, segundo o alto comando russo. O copiloto capitão Konstantin Murahtin sobreviveu. Mas ainda não se conhecia a história de como o capitão Murahtin sobreviveu, numa área de dezenas de quilômetros, infestada de vários grupos terroristas.


Emad Abshenas, repórter da rede estatal russa de notícias Sputnik, publicou afinal, no website em idioma persa da agência russa, a história contada por alto oficial sírio.


"Fiz contato com um oficial sírio meu velho amigo, que está agora em Latakia, e pedi-lhe que me contasse a história do resgate do capitão Konstantin Murahtin. Aqui vai o que ele respondeu" – escreveu Abshenas.


Depois de o jato russo ter sido derrubado, imediatamente decolaram vários helicópteros russos, com a missão de resgatar os pilotos, mas enfrentaram fogo pesado do Exército Sírio Livre [os chamados "rebeldes moderados" que o 'ocidente' apoia) e dos turcomenos apoiados pela Turquia, que atacaram os helicópteros com mísseis e armas avançadas que receberam recentemente. Nessa operação, foi morto um soldado russo.


Já havia informação confiável de que várias unidades turcas haviam sido mandadas para a cena para prender o piloto russo, elemento de alto valor em qualquer tipo de chantagem que os turcos planejassem fazer contra a Rússia. 


Enquanto os russos se organizavam para novas operações para localizar e libertar o piloto, foram contatados pelo general Soleimani que lhes propôs que se formasse uma força tarefa que reunisse forças especiais do Hezbollah e comandos sírios que haviam sido treinados pelo Irã e conheciam perfeitamente aquela região e a situação geográfica na qual teriam de operar; essa força tarefa operaria em solo, com cobertura aérea e inteligência de satélite que os russos
garantiriam.

Soleimani prometeu que traria o piloto russo são e salvo; e o que prometeu, fez, como contou o oficial sírio.


Depois de rastreado e localizado o capitão russo pelo GPS que carregava, soube-se que o capitão permanecia num ponto localizado 6km atrás das linhas de contato entre o exército sírio e o inimigo.


Seis combatentes da unidade de operações especiais do Hezbollah e 18 comandos sírios aproximaram-se da linha de frente para executar a missão, enquanto a força aérea e helicópteros russos atacavam com fogo total na região e destruíam o quartel-general dos terroristas. Com isso, a maioria das forças terroristas ativas naquela região fugiram, o que abriu caminho, pelo solo, para o avanço das unidades especiais.


O oficial sírio acrescentou que cada movimento das unidades especiais em solo foi monitorado e acompanhado com precisão pelos satélites russos, de modo que qualquer movimento que se observasse a 100 metros da área de operação era informado às unidades em solo, e cada movimento das unidades em solo era informado ao comando de alto nível no Kremlin (meu amigo supõe que o presidente Putin estivesse presente na sala de operações); Moscou monitorou por satélites dedicados cada passo das forças em terra.


Segundo o mesmo oficial sírio que pediu que seu nome não fosse divulgado, a operação dali em diante converteu-se em caçada aos terroristas pela Força Aérea Russa do céu, e avanço das unidades de guerra de solo comandadas pelo general Soleimani até onde estava o piloto russo a ser resgatado.


O oficial sírio acredita que os russos também lançaram simultaneamente forte movimento de guerra eletrônica, que tornou inoperantes os satélites e equipamentos de comunicação em área de vários quilômetros em torno da zona de operações, e quando o inimigo se deu conta de que algo se passava, o resgate já estava concluído e bem-sucedido. A guerra eletrônica foi lançada também, porque os russos tinham certeza de que quaisquer satélites 'ocidentais' naquela área vazariam para os terroristas informes que obtivessem sobre o andamento da operação de resgate.


Em resumo, a unidade especial salvou o piloto russo depois de penetrar com sucesso até 6 km atrás das linhas inimigas; foram mortos terroristas ali atuantes e todo o equipamento de alta tecnologia com o qual os terroristas operavam foi destruído.


A destacar que todos os 24 soldados dessas unidades especiais e o piloto retornaram às respectivas bases sem qualquer baixa ou ferimento, depois de completada essa perigosa missão.


Ainda segundo o mesmo oficial sírio, uma das razões do sucesso dessas operações foi a diferença dos objetivos dentro das fileiras inimigas: o governo turco queria capturar o piloto vivo, para usá-lo como item de chantagem, e os terroristas ativos naquela área queriam capturá-lo para queimá-lo vivo publicamente, como fizeram com o piloto jordaniano, o que, para eles, paralisaria de medo os pilotos russos. Essa diferença de objetivos e procedimentos facilitou a ação da força-tarefa de resgate, de russos-Hezbollah-comandos de Suleimani, porque os terroristas (a serviço da Turquia e outros) jamais imaginaram que fosse possível planejar e executar tão rapidamente a operação – porque esse tipo de operação, naquelas circunstâncias objetivas, exigem planejamento extremamente complexo.


O oficial sírio disse que o próprio general Soleimani insistiu em supervisionar todos os detalhes das operações, comandou-as pessoalmente, e só deixou a sala de operações e retirou-se para descansar, depois que a missão chegou a bom termo.


Na sequência, Abshenas assume a própria narrativa, e lista uma série de pontos interessantes:


1. O general Soleimani goza de excelente saúde e está ativamente comandando as operações na linha de frente da guerra contra os terroristas na Síria – o que basta para responder com fatos a quaisquer boatos e slogans de propaganda.


2. Não há nem jamais houve "terroristas moderados" nem "rebeldes moderados" nem "oposição moderada" na Síria; todos são terroristas, que só nas fotos da mídia-empresa 'ocidental' aparecem com roupas diferentes e máscaras diferentes.


3. O Grupo 4+1 não pode depender de outros países em qualquer campo, e têm de se organizar entre eles para eliminar os terroristas, trabalhando com seus próprios estrategistas e planejadores, para seus próprios objetivos.


4. A coordenação operacional entre Irã e Rússia na Síria alcança já níveis de alta integração, o que já lhes permite avançar além das linhas de frente do inimigo.


5. A maior parte dos membros do chamado Exército Sírio Livre retiraram-se da região depois que viram os ataques aéreos russos e os comandos que deram combate a forças não sírias. Aquelas forças não sírias, pressupostas forças guerrilheiras, foram vistas naquele cenário em ação tática militar clássica, nada que alguém possa confundir com tática de guerrilhas. Assim sendo, bem podem ser forças militares turcas ou forças militares de outros países. Os comandos de ação Rússia-Irã-Síria-Hezbollah, evidentemente, naquelas circunstâncias, não podiam carregar prisioneiros.


6. Os terroristas ativos naquele confronto usavam equipamento militar muito moderno e avançado para guerra terra-terra e terra-ar, que não se encontra ainda, sequer, em outros países também da OTAN e também aliados dos EUA.


7. Segundo fontes bem informadas que rastrearam as comunicações e contatos wireless entre as forças inimigas, os idiomas que se ouvem/leem mais frequentemente são o árabe, o turco, o russo e o francês, nessa ordem, como idiomas preferenciais dos terroristas. Essa observação é significativa, porque mostra quais os países mais expostos ao risco de aqueles terroristas 'voltarem para casa'; mostra também que a Rússia é obrigada a continuar a combater até a total aniquilação dos terroristas ativos na Síria, para proteger sua própria segurança nacional.