segunda-feira, 16 de novembro de 2015

'Ocidente' não deu atenção ao plano que Putin apresentou à ONU           


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Alexander Mercouris, Rússia Insider         
Tradução do Coletivo Vila Vudu         

"Não podemos deixar que esses criminosos que já provaram o cheiro de sangue
voltem aos seus países, para continuar suas práticas assassinas.
Ninguém quer que tal coisas aconteçam, suponho." 

              
Desde a emergência do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico no cenário global em 2014, depois que tomaram a cidade de Mosul, os russos não se cansam de falar e repetir o quanto é gravíssima a ameaça que aqueles terroristas são, para todo o mundo.

Muito importante relembrar hoje, depois da tragédia de Paris, o que o presidente Putin disse à 70ª Assembleia Geral da ONU:

“Dezenas de milhares de militantes combatem hoje sob os estandartes do chamado Estado Islâmico. Naquelas fileiras há ex-soldados iraquianos desmobilizados e jogados à rua depois da invasão do Iraque em 2003.

......

E agora as fileiras dos radicais são inchadas por membros de uma chamada “oposição síria moderada”, sustentada, mantida, por países ocidentais. Primeiro, os radicais são armados e treinados; imediatamente depois, desertam e unem-se ao Estado Islâmico.

Mas o próprio Estado Islâmico, ele tampouco surgiu do nada, de lugar algum. O Estado Islâmico foi forjado inicialmente como ferramenta a empregar contra regimes seculares indesejáveis. Em seguida, depois de ter estabelecido uma base no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico pôs-se a se expandir ativamente para outras regiões. Agora busca dominar o mundo islâmico. E tem planos para avançar ainda além disso.


A situação é mais do que perigosa.


Nessas circunstâncias, é atitude hipócrita e irresponsável pôr-se a fazer ‘declarações’ sobre a ameaça do terrorismo internacional, ao mesmo tempo em que os mesmos ‘declarantes’ fingem que não veem os canais por onde caminha o dinheiro que financia e mantém terroristas, inclusive o tráfico de drogas e o comércio ilícito de petróleo e de armas. 


Também é igualmente irresponsável tentar ‘manobrar’ grupos extremistas e pô-los a seu próprio serviço para que ‘colaborem’ na busca de objetivos políticos só dos supostos ‘manobradores’, na esperança de “negociar com eles” ou, dito de outro modo, sob a certeza de que, “depois”, poderão matá-los facilmente. (...)


Os russos acreditamos que qualquer tentativa de ‘jogar’ ou ‘brincar’ com terroristas – e de armar terroristas, então, nem fala! – não é só comportamento de pessoas sem visão, mas é criar pontos de alto risco de fogo, do tipo que iniciam grandes incêndios. É comportamento que pode resultar em aumento dramático na ameaça terrorista, e que se alastre para outras regiões – dado, especialmente, que o Estado Islâmico reúne em seus campos de treinamento militantes de muitos países, inclusive de países europeus. 


Não podemos deixar que esses criminosos que já provaram o cheiro de sangue voltem aos seus países, para continuar suas práticas assassinas. Ninguém quer que tal coisas aconteçam, suponho.


A Rússia sempre se opôs firme e consistentemente, sempre, contra o terrorismo em todas as suas formas. Hoje, damos assistência militar e técnica ao Iraque e à Síria, que enfrentam grupos terroristas.


Entendemos que é erro enorme e grave recusar-se a cooperar com o governo sírio e suas forças armadas, que valentemente lutam cara a cara contra o terrorismo. É mais que hora de reconhecer afinal que ninguém, além das forças armadas do presidente Assad e das milícias curdas estão dando real combate ao Estado Islâmico e a outras organizações terroristas na Síria.


Caros colegas, devo notar que a abordagem direta e honesta da Rússia foi recentemente usada como pretexto para nos acusar de estarmos alimentando ambições crescentes (como se os que nos acusam fossem libertos de todas as ambições…).


Mas a questão não é as ambições russas. A questão é reconhecer o fato de que já ninguém pode continuar a tolerar o atual estado de coisas no mundo.


Na essência, estamos sugerindo que nos façamos guiar por valores comuns e interesses comuns, não por ambições. Temos de unir esforços, considerando a lei internacional, para enfrentar os problemas que estão diante de todos nós, e criar uma coalizão ampla e genuinamente internacional contra o terrorismo.


Semelhante à coalizão que se constituiu anti-Hitler, a nova coalizão dever unir gama ampla de forças que desejem resolutamente resistir contra os que, exatamente como os nazistas, semeiam o mal e o ódio contra toda a humanidade.”


Como introdução a essas palavras, Putin serviu-se da hoje famosa pergunta retórica – à qual ele próprio respondeu na sequência:


“Não posso me impedir de perguntar aos que causaram essa situação: Os senhores dão-se conta do que fizeram? Mas temo que ninguém responderá minha pergunta. Na verdade, nunca foram abandonadas as sempre mesmas políticas baseadas na arrogância, na cega confiança na própria excepcionalidade e ‘correspondente’ total impunidade.”


Putin e os russos, sim, estão certos.


ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico – e os vários grupos terroristas com os quais eles ao mesmo tempo colaboram e competem – são ameaça a toda a humanidade.


Para começar ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é ameaça ao próprio povo do mundo, ao povo do Iraque, da Líbia, Nigéria, Egito, Afeganistão e Síria – em todos os locais onde lhes foi permitido estabelecer-se.


É ameaça ao povo da Turquia, onde recentemente praticaram atrocidade terrível, contra cidadãos que se manifestação pacificamente em Ancara.


Os mesmos terroristas estão engajados numa insurgência violenta no Sinai e declararam-se autores do ataque que derrubou um avião russo civil, que viajava do Egito à Rússia, e que fez centenas de mortos civis e inocentes.


São também ameaça ao povo do Líbano, onde recentemente cometeram outra atrocidade horrenda, matando centenas em Beirute.


E na 6a-feira atacaram no coração da Europa, nos horríveis ataques em Paris.


Quem duvida que esses terroristas também são ameaça contra outros povos, contra todos os povos do mundo, inclusive contra o povo dos EUA?


É portanto imperativo que os líderes e os povos no ocidente – a começar pelos formadores de opinião – comecem a dar mais atenção às palavras do presidente Putin.


O único modo de confrontar o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico erradicá-lo, não deixar deles nem sementes, e erradicar também aquela ideologia maléfica.


Mas a tarefa não é assim tão difícil como alguns insistem em fingir que seria.


Para começar, apesar do muito barulho que fazem, o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é militarmente fraco.


As regiões que aqueles terroristas controlam são pobres e estão devastadas pela guerra. Não há consenso sobre seus efetivos militares, mas sejam quantos forem os seus militantes, não passam de milícias armados com armas leves, sem armamento sofisticado.


Não há como o 'exército' do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico poder fazer frente em confronto militar, aos descomunais exércitos da grandes potências – para começar, aos exércitos de EUA e Rússia.


Em segundo lugar, os terroristas são profundamente impopulares entre os povos nos territórios que 'ocupam'. Não parece exagero dizer que são odiados.


Aquela crueldade insana, as leis de puritanismo ostensivo que não se cansam de anunciar, não são leis que nenhuma sociedade humana aceite nem por vontade próprio, nem por imposição violenta. É totalitarismo que só se compara ao do Khmer Vermelho que existiu por pouco tempo no Cambodia.


Uma vez libertados desse tipo de jugo que o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico lhes impõe, esses povos desejarão vê-los de volta tanto quanto o povo do Cambodia nos anos 1980s 'sonhava' com alguma 'volta' do Khmer Vermelho.


E não se trata de 'palpite' ou inferência.


Segundo pesquisa de opinião realizada recentemente no Iraque e Síria, só 5% dos iraquianos consideram o Estado Islâmico influência positiva.


Na Síria – talvez por causa da polarização extrema provocada pela guerra, mas mais provavelmente por medo de retaliação – o número sobre para 22%, mesmo assim, ainda minoritário.


O que iraquianos e sírios realmente pensam do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é mais bem identificado, talvez, noutro achado da mesma pesquisa: mais de 80% das pessoas nos dois países creem que o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é invenção estrangeira, com e sem participação dos EUA – o que implica que 80% dos cidadãos nesses dois países vem o terrorismo do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico como força alienígena, imposta a eles do exterior.


A impopularidade do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico significa que, depois de derrotado, é baixa, quase nenhuma, a probabilidade de que se diluam entre as populações locais para fazer guerra de guerrilhas.


Dado que o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é tão impopular, os terroristas têm de recrutar grande proporção de seus homens e mulheres entre voluntários estrangeiros, evidência que reforça a impressão, entre os locais, em todos os casos, de que se trata de um exército estrangeiro de ocupação. Nessas condições, torna-se impossível para os terroristas alistados 'desaparecer' entre as populações locais – fator indispensável para qualquer guerra de guerrilhas.


É marcada diferença em relação aos Talibã, que foram movimento genuinamente afegão e que foi muito menos brutal e muito mais popular, e que genuinamente deu aos afegãs governo muito melhor ou, no mínimo, com mais ordem que os governos que houvera antes e haveria depois.


Quanto aos terroristas do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, eles próprios se autocondenaram à destruição, mais cedo ou mais tarde, quando o homem que antes se autoidentificava como “Ibrahim Abu Bakr Al-Baghdadi” declarou-se 'Califa' e proclamou um falso 'califato'.


Ao se declarar "Califa", Al Baghdadi se 'autodeclara' líder de todo o mundo muçulmano. Segundo ele, teria passado a ser dever religioso para todos os muçulmanos prestar-lhe obediência.


Essa 'declaração' dá a Al Baghdadi e ao movimento todo o 'prestígio'. Mas é também o mais completo ato de loucura.


Em primeiro lugar, faz 'declaração' que a vasta maioria dos muçulmanos – e todos os governos muçulmanos – certamente contestariam. E basta isso para que o movimento nasça já condenado ao fracasso.


Em segundo lugar, como como Comandante de Todos os que Creem em Deus o Califa não pode dar qualquer sinal de fraqueza ou fracasso.


Não pode fazer o que fez Osama bin Laden e viver vida nômade, em cavernas, ou converter-se em simples líder de grupo guerrilheiro. Como Califa, al-Bagdhadi tem de ter povo e território sob seu governo, ou sua credibilidade colapsa.


Mas a fraqueza militar é indício claro de que o movimento não pode defender território algum, desde que ameaçado.


É absolutamente imprescindível mostrar que o 'Califa' vence sempre, e que por isso dará aos seus 'súditos' a vitória ordenada por Deus e que o 'Califa', como Comandante de todos os Crentes, prometeu aos muçulmanos. Se seus seguidores começam a duvidar da vitória, a fé no 'Califa' e no 'Estado Islâmico' também colapsa.


Tudo isso significa que nem o 'Califa' nem a 'organização' sobreviverão à derrota, como Talibã e Al-Qaeda conseguiram sobreviver depois de derrotados no Afeganistão em 2001.


Essa, provavelmente, é a razão real pela qual o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico embarcou na orgia de violência e destruição – em 'cenários' fortemente 'midiatizados', com divulgação farta para todo o planeta – das últimas poucas semanas.


Pela primeira vez, desde que o 'Califato' foi proclamado ano passado, Al Baghdadi e seu movimento sentem-se sob pressão.


Na Síria, a Força Aérea Russa os fere como ninguém jamais os feriu ou atacou antes.

O Exército Árabe Sírio – apoiado pela aviação russa – está ganhando terreno perto de Aleppo, e está bem perto de libertar Palmyra.


Os curdos no norte vão lentamente fechando o cerco, apesar da obstrução dos turcos, em volta de Raqqa – onde o bando terrorista mantém-se ainda entrincheirado e que a mídia-empresa insiste em chamar, errada e viciosamente, de 'capital'.


No Iraque – segundo alguns relatos – um ataque aéreo iraquiano teria ferido o próprio Al-Baghdadi.


Ante todos esses revezes, Al Baghdadi passa a depender de atos espetaculosos de violência, par mostrar aos seguidores que continua forte e que o bando continuaria a vencer a guerra.


Assim se explica o recente pico de atrocidades que Al-Baghdadi e o Estado Islâmico dispararam em todas as direções.


Na verdade, o único motivo pelo qual Al-Baghdadi e o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico ainda existem, apesar da fraqueza e das contradições que dilaceram o coração do movimento, é porque os que deveriam estar unidos contra todos os terroristas estão divididos – porque EUA e potências ocidentais permanecem obcecados em seus joguinhos geopolíticos.


Artigo recente de Patrick Cockburn mostra que a campanha militar dos EUA contra oISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico na Síria não passa de ficção; porque a prioridade dos EUA é ainda, como sempre foi, derrubar o governo do presidente Assad.


Essa obsessão com derrubar governo legítimo na Síria – que é a única barreira que ainda impede que os terroristas do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico tomem toda a Síria – é a causa de fundo e única explicação racional para o enigma que é a sobrevivência, até hoje, do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico terrorista –, mesmo depois de ter sido 'atacado' durante meses pelo maior exército do planeta!


A coisa ainda piora, porque alguns governos ainda parecem crer que estariam 'manipulando' movimentos jihadistas como o de Al-Baghdadi, para derrubar o governo legítimo da Síria. 


Eis o que disse o presidente Putin sobre isso:


[Aos que têm procedido assim, gostaria de dizer]: “Caros senhores, não duvidem: os senhores estão lidando com gente dura e cruel, mas não são pessoas ‘primitivas’ ou ‘atrasadas’. São exata e precisamente tão espertos quanto os senhores. Na relação com eles, ninguém jamais saberá quem manipula quem. Perfeita prova disso está nos dados recentes sobre destino final do armamento doado àquela oposição suposta “moderada”.


Putin está, mais uma vez, obviamente certo. É inacreditável que as verdades óbvias declaradas à ONU em Assembleia Geral tenham ainda de ser 'explicadas' aqui. Muito mais inacreditável é que ainda haja tanta gente, em posição de poder e influência no 'ocidente' que tanto se empenhe em negar essas evidências.


Se as mais recentes atrocidades perpetradas em Paris forem usadas para escalar a guerra não declarada do 'ocidente' contra o presidente Assad e a Síria – como há uns que desejam e outros que temem –estaremos diante de exercício de extrema perversidade.


Seria fazer precisamente o que Al-Baghdadi e seu movimento desejam – e seria trair completamente todos os que foram assassinados em Paris – e antes de Paris, na Síria, no Líbano, na Turquia, no Egito.


Desgraçadamente, se há coisa que já se comprovou com abundantemente clareza nos anos recentes é que há gente, sim, no 'ocidente' que – seja por vaidade seja por ideologia – está preparada para mergulhar nessa loucura.


É chegada a hora – na verdade, já chega atrasada – de essa gente ser varrida do poder e de os líderes do 'ocidente' porem fim aos joguinhos geopolíticos e de se focarem em fazer o que foram eleitos para fazer: defender os interesses do próprio povo.


Significa trabalhar para alcançar um acordo pacífico na Síria, mediante negociações honestas conduzidas sem pré-condições, com vistas não a reforçar e rearmar, mas para eliminar fanáticos assassinos como Al-Baghdadi, seu ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico e outros grupos fanáticos que proliferaram com o avanço da guerra contra o governo do presidente Assad.


Significa trabalhar com Rússia e Irã para alcançar esses objetivos.


Significa trabalhar com o exército e o governo sírio para derrotar terroristas em geral e oISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico em especial. 


Como o presidente Putin diz com toda a razão, só os sírios, governo e exército, e os curdos, estão realmente combatendo contra os terroristas do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico na Síria – e é macabra perversidade não os ajudar nessa luta.


Significa aceitar a possibilidade de que o presidente Assad permaneça no governo, se for eleito em eleições livres – e todas as pesquisas de opinião que vi, feitas na Síria desde antes do início da guerra e durante toda a guerra, indicam que, sim, que os sírios reelegerão o presidente Assad.


Significa abraçar a proposta de Putin para uma aliança global contra o terrorismo 'religioso' que Al-Baghdadi e gente como ele representam.


Por fim, deveria ser óbvio que a Europa não pode continuar a deixar entrar fluxos infinitos de refugiados não identificados que vêm do Oriente Médio.


Eis o que disse Sergei Ivanov – braço direito do presidente Putin e chefe de gabinete do Kremlin –, sobre isso, há apenas poucas semanas, em entrevista que deu à TASS no final de outubro e quepublicamos recentemente:


“E quem pode ter certeza de que entre os migrantes não viajam “sleepers” [lit. 'adormecidos'], agentes clandestinos ou terroristas misturados a famílias, que chegam à Europa com o objetivo de se instalar o mais 'invisivelmente' possível, à espera do 'Dia-D'?


Até que no tal 'Dia-D' emergem novamente para o centro do palco, para fazer o papel que conhecem tão bem.


Por exemplo, papel de suicida-bomba preparado para dar a vida pelo que entende que seja sua fé e levar com ele o maior número de mortos que consiga? Detesto ser eu a fazer essas profecias terríveis, mas pessoalmente não tenho dúvidas, e temo mortalmente, que sim, acontecerá exatamente assim."


À luz do que acaba de acontecer em Paris, são palavras de terrível premonição.


Dado que Ivanov vê os relatórios das agências russas de inteligência, é possível que estivesse repetindo alertas que encontrou naqueles relatórios. Mas, se se conhece o tipo de organização que é o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, a possibilidade de que venha a agir como Ivanov teme é clara, obviamente total.


Se as potências do 'ocidente' recusam-se a seguir esses conselhos e a ouvir o que dizem os russos, não há dúvidas de que a guerra contra o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico continuará. Se continuar, haverá mais e mais atrocidades como a que se viu em Paris. Mais gente inocente pagará com a vida, pelos mesmos velhos erros de sempre.

Alexander Mercouris