sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A malícia no lugar do porrete: Nova conduta de Washington com a Rússia.

                    
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por Paul Craig Roberts      
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20 de novembro de 2015 – Washington conseguiu aprender que ameaças e coações não funcionam contra a Rússia. O que todas as ameaças conseguiram foi fazer o apoio do público russo a Putin subisse para níveis astronômicos e para unir ainda mais o povo russo contra os assaltos do Ocidente. Foi esta a política fracassada que Washington vai aos poucos abandonando enquanto Washington vê uma nova oportunidade no desejo da Rússia de cooperação ocidental, não apenas contra o Estado Islâmico mas também em grande número de outras questões.

Percebendo que a fraude pode ser mais efetiva que o porrete, o ocidente está querendo convencer a Rússia a aderir ao sistema ocidental oferecendo uma coalizão contra o Estado Islâmico. Uma vez que a Rússia adira a uma coalizão contra o EI, a Rússia perderá o controle da ações. Esta é a estratégia de Washington para neutralizar a iniciativa conquistada pela Rússia na Síria.

Desde que a Rússia esteja em uma coalizão contra o EI, terá que assumir compromissos. Putin será informado que a Rússia pode eliminar o Estado Islâmico, mas que o destino de Assad deve ser entregue em mãos do ocidente. Caso Putin se recuse, a mídia ocidental em peso o culpará por torpedear a guerra contra o Estado Islâmico.

Livrar-se do Estado Islâmico será mais importante para o governo russo que a pele de Assad. Se um Estado Jihadista Islâmico se estabelecer, servirá como base para a exportação de conflitos para as regiões muçulmanas da Confederação Russa.

Uma vez que a Rússia aceite a “cooperação” com o ocidente contra o Estado Islâmico, mais e mais “cooperação” será usada para corroer gradativamente pedaço a pedaço da independência russa, e para trazer a Rússia ao alinhamento com as políticas de Washington.

Muita gente na Rússia acredita que os ataques em Paris provaram que Putin estava certo e que o ocidente agora entendeu isso e aceitará a liderança da Rússia na luta contra o Estado Islâmico. Esta crença não passa de ilusão. Washington se aproveitará do desejo russo pela cooperação do ocidente e usará este desejo na intenção de trazer a Rússia para a esfera da influência ocidental, restabelecendo assim a hegemonia de Washington.


Paul Craig Roberts - (nascido em 03 de abril de 1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da ReaganomicsEx-editor e colunista do Wall Street JournalBusiness Week e Scripps Howard News ServiceTestemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e no Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.