domingo, 15 de novembro de 2015

Hipótese de Paris confirmada + estratégia do medo
            

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Tradução do Coletivo Vila Vudu                                        

É só um preâmbulo antes da Cúpula de Guerra do G-20 em Antalya.

Assumindo que o autor tenha sido ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico: que perfeito golpe para arrumar briga e atrair o inimigo para seu campo de batalha.

...
Atacaram a Rússia, via o avião da Metrojet.


Atacaram o Hezbollah – e indiretamente o Irã – com as bombas em Beirute. Quer dizer: ataque contra os "4+1" (Rússia, Síria, Irã, Iraque, plus Hezbollah).

E atacaram a OTAN no coração de Paris (Hollande: "ato de guerra" implica ataque contra todos os membros da OTAN. Por incrível que talvez pareça, também contra a Turquia).

É preciso sem muito mais que mauzão, para sustentar guerra em todos esses fronts.

No que tenha a ver com ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, parece além de suas capacidades; parece demais, mesmo para os lucros do contrabando de petróleo e o que lhe pagam generosos 'doadores' sediados no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Para ação desse tipo, é preciso contar com uma rede profissional de inteligência para cobrir a retaguarda.

Falando nisso, minha hipótese de trabalho parece já estar OFICIALMENTE CONFIRMADA: a inteligência francesa trabalha com uma célula de perpetradores retornados da Síria. (E o passaporte sírio encontrado num dos matadores é, quase com certeza, falso.)

Por que, diabos, a 'inteligência' não soube do que estava sendo planejado há semanas, talvez meses? Tinham de ter sabido. De fato, não é só grave falha da inteligência: é, mais, impotência do governo francês, que não sabe operar com informação de inteligência. Falha, seja como for.


Mas... e o que quer o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico?

– Quer que as capitais ocidentais vivam em estado de medo. E

– quer atrair coturnos ocidentais para o solo sírio. 

Seria uma dádiva dos céus: os "Cruzados"[1] voltam para nos atacar, mais uma vez. Fácil imaginar que a empresa de recrutamento e seleção de pessoal Jihad Inc. ficaria milionária.

O único modo factível de acabar com eles, devagar mas com certeza, é mediante a ação conjunta dos "4+1" – Exército Árabe Sírio, iranianos do CGRI e combatentes do Hezbollah, com cobertura pela Força Aérea Russa – além de curdos, PKK, YPG, até os Peshmerga. 

"Coalizão internacional ampla" para combater ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é ótimo. Mas Turquia, Arábia Saudita e Qatar sentados à mesa na encenação de Viena, é piada. (Estou ouvindo Lavrov em Viena, enquanto escrevo aqui.)

Pelo menos, Kerry afinal concordou com Lavrov e parou de repetir que a Frente al-Nusra, também conhecida como al-Qaeda na Síria, são terroristas, não "rebeldes moderados".

A lista com os dez grupos terroristas Top Ten (tema do meu artigo publicado hoje cedo em Asia Times, "And here’s the top 10 terrorist list", 13/11/2015, Pepe Escobar [em tradução]) será levada ao Conselho de Segurança da ONU.

Agora, falta saber dos coturnos da OTAN em solo. Principal item da agenda em Antalya, com certeza. É TUDO QUE O DAESH MAIS DESEJA.


Pepe Escobar