sábado, 21 de novembro de 2015

A Política Externa de Hillary: Uma Eterna Guerra de Agressão.
                   


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por Stephen Lendman        
tradução por mberublue                    


A presidência dos Estados Unidos nas mãos de Hilarry Clinton seria um desastre para os Estados Unidos e para a humanidade. Ela representa o mal em sua forma pura – a mais imprudente e implacável entre todos os aspirantes a candidatos – uma atriz desonesta e covarde, uma ameaça real para a paz e a estabilidade mundial.

O falecido historiador Arthur Schlesinger Jr. uma vez chamou o Conselho para Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês – NT), baseado em Nova Iorque, de uma “organização de frente do coração do establishment (norte)Americano” – que publica apenas aquilo que quer que o povo saiba.


Resultado de imagem para Hillary ClintonPois este foi o palco para ela na quinta feira em seu discurso para a Política Externa, com foco no Oriente Médio, advogando a escalada militar da intervenção dos Estados Unidos, uma proposta chauvinista e imprudente, que arriscaria, se implantada em uma confrontação com a Rússia e possivelmente até a Terceira Guerra Mundial, usando o ISIS – criação dos EUA – e o assim chamado “radicalismo jihadista”, como um pretexto para a defesa de suas propostas.

Ela apelou para que os Estados Unidos liderem “uma luta no mundo inteiro... é tempo de começar uma nova fase e ampliar nossos esforços,” disse ela. Assad é parte vital para uma solução do conflito na Síria. Mas ela alega que ele é o problema, exortando pela utilização de grande número de forças especiais dos Estados Unidos, para invadir a Síria à revelia da lei internacional e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU.

Ela quer porque quer o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e zonas de segurança no solo, fora da lei se implementadas sobre o território soberano da Síria, o que representaria um ato de guerra, com uma campanha ilegal de bombardeio pelos Estados Unidos – desafiando diretamente a Rússia que atualmente controla o espaço aéreo da Síria, através de uma autorização do governo daquele país.

Ela quer que os Estados Unidos intensifiquem sua campanha de bombardeios, alvejando apenas a infraestrutura e instalações governamentais da Síria, e não o Estado Islâmico ou outros grupos terroristas, como se alega. Ela defende que se deve interromper o fluxo migratório decorrente dessas ações em direção à Europa mantendo os imigrantes em “áreas seguras” internas, estabelecidas pelos Estados Unidos (trata-se da instalação de guetos – NT).

Ela vergonhosamente chama Assad, reeleito pela vontade popular da população síria de “um ditador cruel”, acusando a Rússia e o Irã de apoiá-lo – e ao mesmo tempo, ignora a agressão cometida por Obama, que afetou toda a população da Síria, ao usar o Estado Islâmico e outros terroristas takfiris como seus mercenários em solo.

Ultrajantemente, ela acusou Putin de “tornar as coisas ainda piores” – reafirmando arrogantemente que não há “alternativa para uma transição política”, excluindo dessa forma a Assad, ignorando seu mandato popular.

Quer que outras nações da região se juntem a um esforço maior de Washington na luta para derrubar um governo legítimo e colocar em seu lugar um regime fantoche controlado pelos Estados Unidos.

Ela amaldiçoou o Irã, chamando seu governo de “ameaça regional” afirmando que a República Islâmica do Irã e o Estado Islâmico representam o mesmo desafio, procurando pela eliminação da soberania iraniana da mesma forma que a da Síria.

Ela pede o envolvimento em maior escala de Israel para ajudar os Estados Unidos a estabelecer um controle sem contestação no Oriente Médio. Quer “uma nova autorização para uso de força militar” (AUMF, na sigla em inglês – NT) para uma guerra preventiva ilimitada, sem restrições.

“O tempo dos adiamentos acabou”, vociferou ela. “Temos que conseguir essa façanha”. Ela quer que Washington vá atrás dos terroristas onde quer que eles se escondam – linguagem codificada para uma guerra de agressão contra a humanidade em nome de uma suposta luta contra uma ameaça terrorista que foi criação dos Estados Unidos, bem como o assalto a qualquer resquício de liberdade das nações, para arrasá-los completamente sob o pretexto da segurança nacional dos Estados Unidos.

Cada esteio do poder (norte)Americano deve ser usado, bradava. A presidência nas mãos de Hillary Clinton poderá ser o pesadelo para os (norte)Americanos, para o mundo e para a humanidade, assegurando guerras perpétuas de agressão e uma tirania completa em nossa pátria.

É preciso repetir. A agenda de Clinton é o mal em sua forma pura, combinando o pior de Bush e Obama, o que representará para os Estados Unidos a garantia de uma guerra permanente, beneficiando apenas aos especuladores da guerra – uma ameaça palpável e real para a sobrevivência da humanidade.

Comentário final

A candidatura de Clinton é sintomática de uma longa tradição de estado pária dos Estados Unidos, uma política de intolerância com a democracia tanto em casa quanto no estrangeiro, lutando guerras perpétuas de agressão para obter uma dominação global sem contestação, não se importando de arriscar a sobrevivência da humanidade para conseguir seus objetivos.

Não importa muito quem sucederá Obama em janeiro de 2017, é certo que a agendo do mal continuará. A única solução seria uma revolução popular não violenta. Nada mais funcionará. Votar é o exercício da perda de tempo.

Stephen Lendman - vive em Chicago. Pode ser encontrado aqui: lendmanstephen@sbcglobal.net Seu novo livro, como editor e colaborador tem o título de: "Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III.", lançado pela Claritypress ( http://www.claritypress.com/lendmanlll.html ) Seu blog pode ser visitado em sjlendman.blogspot.com