sábado, 26 de setembro de 2015

A SÍRIA SAI DAS CORDAS


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Moon of Alabama
tradução mberublue


Últimas notícias, através de Elijah J. Magnier
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O posicionamento de forças do Irã, Rússia e do Hezbollah, juntamente com o exército sírio tem como objetivo a retomada de cidades chaves e pontos estratégicos, assim como áreas ainda sob o controle da al-Qaeda e do Estado Islâmico, mas isso apenas em um primeiro momento. Damasco entregou para uso do Hezbollah 75 tanques que passarão a fazer parte desta organização independente. É a primeira brigada blindada do Hezbollah, composta dos novos tanques T-52 e T-55 para apoio do grupo de Forças Especiais no terreno.

O relato da fonte das notícias encerra: “a intervenção direta da Rússia e seu envolvimento na Guerra da Síria foi decidido depois das violações pela Turquia das linhas vermelhas tácitas, através do fornecimento de recursos e apoio para que a al-Qaeda pudesse entrar na Síria até Kessad e depois até Idlib, cutucando com vara curta o urso russo, fazendo as governantes russos acreditarem que sua segurança e interesses nacionais estavam ameaçados. A perda de Idlib mudou o rumo da batalha na Síria inteira. A Rússia e o Irã informaram imediatamente à Turquia que tal apoio teria sérias consequências e que a segurança nacional da Rússia e do Irã foram colocadas em risco. Após ter visto a reação no terreno e a intervenção direta da Rússia e do Irã, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan resolveu repentinamente anunciar que Assad deve fazer parte do futuro da Síria. Esta declaração não passa de um tipo de pedido de desculpas, depois de um erro estratégico que precisava ser rapidamente retificado. O “movimento errado” da Turquia foi tão flagrante e tão desmedido que chegou mesmo a levar os Estados Unidos e seus aliados na Europa muito perto de cantar: “longa vida ao presidente Assad”...


Para Israel, já foi dito que volte para seu canto e cale a boca. Não tem mais qualquer papel (relevante ou não) a desempenhar na Síria. Qualquer intervenção daqui para a frente, por ar, por mar ou em terra levará a respostas muito duras. Netanyahu respeitará o comando. Ele entendeu afinal que o apoio russo para o governo sírio é inabalável:

Sayed Nasrallah tem certeza de que o apoio da Rússia ao presidente Assad é inevitável, sendo revelador de que mesmo quando o Irã sugeriu a substituição do Presidente Assad, aconteceu uma enfática recusa russa.


A Jordânia já retirou seu apoio ao flanco sul dos mercenários, os quais falharam em suas tentativas de conquistar Deraa. Depois de muita relutância e negativas, o exército dos Estados Unidos já admite que seus “seletos” mercenários acabaram por mudar de lado e forneceram armas, além de outros tipos de suprimentos para a al-Qaeda. Esta realidade crua é mais um argumento contra os vários “especialistas” de extrema direita, apologistas da guerra pagos pelo Golfo, que querem porque querem continuar a guerra contra a Síria. Ninguém mais, com um mínimo de seriedade, tem qualquer resquício de confiança em seus julgamentos. O infeliz comandante do CentCom, general Lloyd Austin, servirá como bode expiatório para toda esta estratégia fracassada.

O aspirante a sultão em Ancara começou então a mudar sua linguagem, mas terá que fazer muito mais que isso. Se ele for estúpido o bastante para continuar a apoiar e suprir a al-Qaeda e o Estado Islâmico, os curdos do PKK, com os quais ele desnecessariamente está em guerra no interior da Turquia podem subitamente se ver com uma fonte inesgotável de armamento de primeira linha, como mísseis antitanques e outros tipos de armas. Os uigures islâmicos, do Partido Islâmico do Turquestão que foram trazidos sorrateiramente pela Turquia da China para a Síria, agora treinam crianças para a guerra em Idlib. Será possível que Erdogan pensa que a China vai simplesmente ignorar isso? Ou simplesmente mandará algum navio com forças especiais para erradicar até as raízes esse perigo iminente? Erdogan deixou furiosos a Rússia, a China, e também, com sua guerra inoportuna contra os curdos, aos Estados Unidos. Você não consegue pisar nos calos de três grandes potências ao mesmo tempo sem consequências. Pessoais.


Caso o governo sírio realmente caísse, seria um desastre para todo o mundo. Erdogan e seus “amigos ocidentais” se fizeram de idiotas, com o chilique infantil “Assad tem que sair”! Agora, com os adultos colocando ordem na bagunça, espera-se um capítulo final nessa tragédia toda.