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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"Bom-dia, Damasco-Vietnã"...          


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Phil Butler, 
New Eastern Outlook          

Entreouvido na Vila Vudu:


"Ou a mídia-empresa existe para ajudar o capital e o capitalismo a derrubar governos eleitos

que ela considera 'não amistosos'... ou já há 'coturnos gringos em solo'

passeando prá lá e pra cá na Esplanada dos Ministérios em Brasília" [pano rápido].

Tradução Pelo Coletivo Vila Vudu          



Obama e os neoconservadores neoliberais "estão dentro", unanimemente, com o presidente dos EUA, agora que Obama informou que "haverá coturnos em solo", na Síria. Que ninguém se engane: o comunicado presidencial é, exclusivamente, um teste: Obama e seus cães de guerra querem 'aferir' a disposição do povo nos EUA. Por favor, não relaxem, prestem toda a atenção. Estamos começando a reviver o Vietnã.

Em artigo anterior, no qual exigi o impeachment do presidente Obama, apresentei uma lista de possíveis saídas para o fracassado (até agora) posicionamento dos EUA na Síria. Aqui e agora, examino os 'movimentos' mais recentes de Obama no Oriente Médio. Se deixarmos avançar a loucurada da 'liderança' norte-americana, o povo dos EUA em pouco tempo nos veremos com graves problemas, muito graves.

'Noticiário' da CNN não é coisa em que se acredite ou que se possa citar, mas 
dessa vez – ao noticiar a decisão de Obama de por "coturnos em solo" na Síria –, a CNN não mentia. A ação de Vladimir Putin e da Força Aérea russa – além de mostrar a seriedade dos russos – já demonstrou que as forças dos EUA são incapazes de destruir os terroristas do ISIL – , e também forçou a mão de Obama e de outros neoconservadores neoliberais no Congresso dos EUA. 

Os argumentos que ofereci, para ajudar meu país a arrancar-se da vergonha pela qual passamos hoje ante o mundo do poder político, talvez tenham levado uns que outros em Washington, a pensar. 
Tony Cartalucci, desse nosso New Eastern Outlook, nos atualiza quanto à gravidade da situação, mas permitam-me retomar a avaliação que já lhes expus.

O povo dos EUA já está quase tão completamente farto quanto o resto do mundo, antes essas ações horrorosamente ineficazes dos EUA, para 'manter a paz' (?!) pelo mundo inteiro. 

Resultado de imagem para Obama liarA situação na Síria é olho roxo e nariz sangrando para todos os norte-americanos que tenham deixado, sem qualquer reação, que a política democrática em nosso país virasse só business,businessbusiness. Os interesses das empresas privadas de energia e do business empresarial sempre estiveram marcados a fogo entre os principais interesses do governo dos EUA, com milhões de dólares voando para, e sumindo onde quer que voem, naveguem ou desembarquem os militares norte-americanos. Mas agora já deu na vista e já dá vergonha. 

Em artigo anterior, sugeri que impichássemos Obama, para impedir que continue e amplie suas guerras por procuração pelo mundo, e a intromissão da CIA em todos os locais para os quais NUNCA foi chamada, mas é sempre mandada ir. Que deixemos que os russos assumam o comando; que no mínimo nos aliemos realmente aos russos para acabar com o ISIL, em vez de os EUA continuarmos a dar boa vida a 
terroristas teúdos e manteúdos

Agora já se vê claramente que os think-tanks e o Pentágono querem continuar com seus joguinhos mentais empenhados só em matar e matar cada vez mais gente. Obama está mandando soldados das Forças Especiais dos EUA para mais uma guerra. E não pelos motivos que vocês talvez supõem ou acreditam que haja.

Meu colega Holger Eekhof, analista político holandês, insiste em que o objetivo dos soldados das Forças Especiais na Síria é resgatar os agentes jihadistas chaves e outros quadros importantes que lá estão a serviço dos EUA, tirando-os do front russo-sírio-Hezbollah, para que possam ser reaproveitados em guerras futuras na região. 

Nisso, sou obrigado a concordar com Eekhof. E que outra coisa poderiam fazer naquela zona de guerra 50 soldados especialistas super treinados? 

Incorporados a grupos de militantes curdos no norte e no leste do Iraque, aquelas equipes podem facilmente organizar incursões para extrair de lá os seus parceiros terroristas "moderados" do ISIL. Essa operação, argumenta Eekhof, é muito mais simples para os norte-americanos, do que os serviços que executaram na Alemanha pós-nazista (por exemplo). 

Dessa vez, diferente do processo de des-nazificação, o pessoal militar norte-americano só precisa fazer uma pergunta simples: "Você foi fotografado, ou sempre usou máscara?" A implicação aí é bem clara, assim como o duplo interesse do duplo propósito da mais recente "missão Obama": (1) apagar todas as pegadas da ação da CIA e do trabalho de manipular quadros locais feito pelos EUA naquele cenário; e (2) meter soldados norte-americanos à frente da mira dos russos, para ter certeza de que a guerra ali não acabará tão cedo. 

Só isso explica o 'anúncio' oficial, quando se sabe que já há soldados das Forças Especiais lá, evidentemente não anunciados. Além do que, nunca antes, na história das guerras dos EUA, soldados das Forças Especiais foram 'anunciados' (e expostos) desse modo, ANTES de terem cumprido sua tarefa.

O secretário de Estado dos EUA John Kerry já começou a des-islamização do ISIL ou Estado Islâmico ou ISIS ou a merda que for: agora Kerry só fala de "Daesh", que ninguém sabe mesmo o que significa.

Ao longo de todo o ano passado, os EUA e a 'coalizão' só fizeram garantir cobertura aérea aos terroristas do ISIL sobre territórios da Síria e do Iraque. Se se vê o serviço que as forças aéreas russas estão cumprindo na mesma região em apenas duas semanas, destruindo terroristas e infraestrutura de grupos terroristas, vê-se logo que as forças militares do 'ocidente' sob comando dos EUA estão queimando $10 milhões de dólares por dia só para bombardear formigueiros lá, naqueles desertos. 

Centcom não tem absolutamente nada a exibir como resultado. Interessante e, devo dizer, lisonjeiro para mim que sugeri precisamente essa ideia, os russos estão filmando todos os seus sucessos aéreos. Assim mostram que, no mínimo, têm melhor mira que os derrubadores de formigueiros que os EUA 'comandam'. Perdoem, mas a culpa é da mídia-empresa comercial que, de tanto mentir, acabou por inflamar um macabro senso de ironia e cinismo que luto para esconder em mim mesmo. 

Mas se ninguém der um basta às atuais péssimas ideias que saem de Washington, esses maníacos vão matar milhões de seres humanos. Explico por quê.

Se eu estiver certo, se os russos estiverem certos, os EUA há muito tempo financiam, armam e dão cobertura a terroristas, a jihadistas anti-Assad, a extremistas anti-Assad, à al-Queda e, de fato, ao próprio ISIL. Nesse caso, pôr em solo os coturnos de "conselheiros" treinados pelas Forças Especiais dos EUA e assemelhados só serve para tentar impedir que forças aéreas russas e terrestres sírias matem terroristas, jihadistas anti-Assad, extremistas anti-Assad, da al-Queda e, de fato, soldados do próprio ISIL. Pare e pense. Pense por um momento, mas pense a sério. Depois, continue a ler.

Estou trabalhando noutra investigação relacionada ao quadro mais amplo da política externa dos EUA em geral. Falo disso, porque, como mostra aquela investigação, rostos e comentários de recentes audiências na Comissão de Serviços Armados do Congresso em Washington têm papel significativo na desgraça global sob a qual se movimenta a liderança de Obama. 

O secretário de Defesa dos EUA, 
Ash Carter (por favor, leiam toda a matéria) compareceu ante a Comissão, para revelar a mais recente estratégia detona quarteirões. Assistam por favor ao vídeoCSPAN, mas o que verão aí é, para dizer o mínimo, o ultra psicopata senador Lindsey Graham de meu estado natal, a Carolina do Sul, 'exigindo' guerra total contra as forças russas na Síria. Não, não, você não leu errado. 

Esse carona alucinado do alucinado senador John McCain do Arizona, não apenas atropela o próprio secretário Carter e o alto comando do Estado-maior dos EUA: ele bombasticamente, arrogantemente, já antevê exércitos dos EUA & 'coalizão' bombardeando a Rússia... para derrubar Assad. Só isso. Ponto. Parágrafo. Não acreditem em mim. Vejam 
com os próprios olhos, Graham nesse vídeo fazendo-se de deus da guerra.

Meus amigos, essa gente é insana. Não há dúvidas de que cabeças sãs chegarão à mesma conclusão, ao lerem o relato do Comando Central dos EUA sobre (escutem essa!) a solução "Três Rs" de Carter para dar cabo do ISIL, especialmente depois de terem ouvido o doido-por-guerras residente na Carolina do Sul. (Por favor, não percam a análise de fundo que estou preparando, que logo estará publicada).

Tem mais. E é urgente: o Comando Central dos EUA confirma que todo o plano visa a "engajar a Rússia" [no sentido de "combater contra a Rússia"], no linguajar do relato acima linkado. O subtítulo "Rússia Não Terá Impacto na Campanha Anti-ISIL" informa, para que o leitor não tenha dúvidas, que dificultar, se possível interromper, a atual e muito efetiva campanha aérea dos russos é EXATAMENTE o objetivo do plano do Pentágono. Mas... entendam o lado da mídia-empresa privada e do Pentágono: eles têm certeza de que vocês são perfeitos idiotas.

Carter prossegue e aponta diferenças entre as estratégias de EUA contra a Rússia na Síria. Mas, quanto ao fato mais espantoso de todos – o efetivo apoio que os EUA dão a terroristas na Síria –, o Pentágono, o Departamento de Estado, o presidente eleito dos EUA, o Congresso que elegemos, absolutamente ninguém desses jamais disse ao povo dos EUA que a missão dos EUA na Síria é hoje, como sempre foi, "matar Assad"! 

Com 500 mil matérias 'jornalísticas' a culpar Vladimir Putin por qualquer coisa que ocorra de ruim, no planeta Terra... não se lê uma linha, que seja, na mídia-empresa do meu país, sobre o único fato relevante aí: os EUA armam, pagam e garantem cobertura aérea a grupos terroristas que os próprios EUA criaram no Oriente Médio. Não se lê/ouve/televê-se uma linha/imagem. Podem procurar. 

Mais uma vez, o cidadão tem de ser especialista em pesquisa por internet – e precisa desejar encontrar o que procura – para encontrar uma linha de informação sobre a evidência de que o governo Bush 
trabalhou ativamente em políticas para criar uma oposição síria significativa, com o objetivo de derrubar o governo eleito na Síria.

Para concluir, essa mais recente mudança política exibe por toda ela impressões digitais de 'consultas' de emergência com think-tanks em Washington. Esse 
artigo, publicado em Sputnik International, com análises que estou construindo detalhadamente, põe o Brookings Institute no centro do altar da geração do caos, para nem falar dos estrategistas assimétricos do Pentágono. 

Grahan da Carolina do Sul, seu parceiro lunático John McCain e mais fantoches-caricaturas que a mídia-empresa inventa para superar o 
Dr. Fantástico ["Como aprendi a não me preocupar e a amar a bomba"] de Stanley Kubrick, todo esse pessoal vai conseguir matar mais milhares, talvez milhões, de pessoas. 

A matéria da CNN sugere fortemente que já há uma escalada planejada, depois do envio de um grupo de Forças Especiais. Tudo aí fede aos momentos pré-escalada no Vietnã. E anotem o que lhes digo: tudo está sendo encaminhado exatamente nessa direção. 

Em artigos que estou preparando, os leitores certamente se surpreenderão com as similitudes entre o senador Graham e a militância passada de muitos políticos da Carolina do Sul, a favor de mais e mais guerras. Por enquanto, o resumo da coisa é que não podemos continuar a admitir que prossiga essa macabra encenação, sob a direção de Washington. Tentarei trazer mais e melhores informação semana que vem. Mas permitam-me deixar com vocês um trecho do que a CNN está repetindo sem parar:

"EUA bombardeiam alvos na Síria desde setembro de 2014 sem conseguir deter o ISIS, e fracassaram em larga medida na missão de recrutar e treinar rebeldes moderados na Síria, para que combatessem contra o grupo terrorista. Em meses recentes, os EUA também aumentaram a ajuda que dão às forças locais, armas, munição e outros itens entregues por ar a forças rebeldes dentro da Síria."



Phil Butler
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

La Hilária mente, mente, mente descaradamente    
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Na undécima hora da audiência do dia 22 da Comissão Especial da Câmara de Representantes dos EUA sobre Benghazi, a ex-secretária Hillary Clinton disse algo que não chamou a atenção nem dos membros da Comissão nem da mídia-empresa. 


O Representante Peter Roskam (R-IL) perguntou a Hillary: "Será essa a Doutrina Clinton?", a propósito de um vídeo em que se lia "Fomos, vimos, ele morreu" [em que Hillary comemorava o assassinato do presidente da Líbia Muammar al-Gaddafi]. 


Ela respondeu: "Não. Foi expressão de alívio, porque a missão militar que cabia à OTAN e a outros dos nossos parceiros havia alcançado o objetivo."

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sábado, 3 de outubro de 2015

Putin interpela duramente a Washington
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por Paul Craig Roberts
tradução mberublue
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 “Não podemos mais tolerar este estado de coisas no mundo” – Presidente Vladimir Putin.

Na última quarta feira (28 de setembro de 2015), o mundo inteiro viu a diferença que existe entre a Rússia e Washington. A postura de Putin é baseada apenas na verdade; a de Obama ostenta uma vaidade inútil baseada em mentiras, mas o estoque aparentemente interminável de mentiras de Obama está se esgotando.
Apenas por dizer a verdade num tempo em que reina a fraude, Putin cometeu um ato revolucionário. Referindo-se ao morticínio, destruição e caos em que Washington transformou o Oriente Médio, Norte da África e Ucrânia e às extremas forças jihadistas que tudo isso desencadeou, Putin interpelou Washington: “Vocês pelo menos compreendem o que fizeram?”
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A presstituta (1) americana, desprezível e covarde.

- sempre que Washington ou sua presstituta falam, mentem -


por Paul Craig Roberts

Tradução: mberublue

Fevereiro de 2015, dia 05. Existe uma confusão alvoroçada, um bafafá em andamento que versa sobre um jornalista norteamericano o qual contou uma história sobre estar em um helicóptero numa zona de guerra. O helicóptero teria sido atingido e foi obrigado a pousar. Não sei qual zona de guerra. Os Estados Unidos tem andado tão ocupados criando várias zonas de guerra mundo afora que há certa dificuldade em manter-se atualizado sobre todas elas, e como vocês verão, não estou interessado na história em si mesma.

Ocorre que o tal jornalista pode ter lembrado os acontecimentos de forma incorreta. Ele realmente estava em um helicóptero numa zona de guerra, mas a máquina não foi atingida nem teve que pousar. O jornalista foi acusado de ter mentido na esperança de apresentar-se como “mais experiente do que realmente é.”

O jornalista tem colegas que também trabalham na presstituta e eles caíram para cima dele cheios de acusações. Ele teve até que pedir desculpas para as tropas. Não ficou bem claro de quais tropas estamos falando. A exigência norteamericana de que todos se desculpem por cada palavra dita me traz lembranças da antiga União Soviética, onde, conforme alegado (realidade ou não) por anticomunistas, os cidadãos soviéticos eram obrigados a criticar a si mesmos.

A National Public Radio (02/05/15), achou que tudo isso era tão importante que o programa até tocou uma gravação do jornalista contanto a história. Para mim, parece uma boa história. A audiência do programa gostou e riu muito. O jornalista não se gabou de nenhum heroísmo de sua parte, nem se queixou de qualquer falha por parte da tripulação do helicóptero. Afinal, é normal que helicópteros caiam em zonas de guerra.

Estabelecendo que o jornalista tinha dito que o helicóptero fora atingido quando na realidade isso não se deu, a National Public Radio levou ao programa um psicanalista da Universidade da Carolina, Irvine, que seria um expert em “falsa memória”. O especialista então listou várias razões que podem levar alguém a ter falsas memórias, frisando o ponto de que não é assim tão incomum e que o jornalista muito provavelmente não passa de mais um exemplo. Porém a NPR fazia ainda questão de saber se não era possível ter o jornalista mentido para parecer um ótimo profissional. Não foi explicado porque estar em um helicóptero caindo faz um jornalista parecer ótimo, mas poucos trabalhadores na presstituta quiseram cavar tão fundo na questão.

Agora, vamos ao que interessa. Eu estava ouvindo tudo isso enquanto dirigia, porque é menos deprimente ouvir a propaganda enganosa da NPR que ouvir os pregadores cristãos/sionistas. Na hora anterior a NPR apresentava a seus ouvintes três reportagens sobre a morte de civis nas províncias separatistas do leste e do sul ucraniano. Quando ouvi a reportagem pela primeira vez, a NPR presstituta relatava como um hospital havia sido atingido por explosivos, matando cinco pessoas na República separatista de Donetsk. A presstituta não relatou que esse feito poderia ser de responsabilidade das forças ucranianas, sugerindo em vez disso que poderia ser obra dos “rebeldes apoiados pela Rússia”. Não foi oferecida qualquer explicação quanto aos motivos que levariam os rebeldes a atacar seu próprio hospital. A impressão que ficou, para aquela pequena percentagem de norteamericanos que ainda sabem pensar, é a de que a presstituta não tem permissão para dizer que os ucranianos apoiados por Washington atacaram um hospital.

Em todas as três reportagens o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, foi ouvido, transmitindo-se sua afirmação de que os EUA estão procurando uma solução pacífica e diplomática, mas os russos estariam bloqueando estas tentativas através do envio de colunas de tanques e tropas para dentro da Ucrânia. Na viagem de volta, ouvi por mais três vezes Kerry afirmando, através da NPR, a alegação acusatória sem pés nem cabeça sobre as tropas e os tanques russos a derramar-se pela Ucrânia. Claramente, a NPR não passa de mais uma voz a serviço da propaganda enganosa sobre a Rússia invadindo a Ucrânia.

Pense um pouco sobre isso. Temos ouvido de altos funcionários do governo dos Estados Unidos, e até do presidente por meses e meses sobre as colunas de tanques russos e das inumeráveis tropas russas entrando na Ucrânia. O governo russo nega essas acusações com firmeza, mas é claro que não podemos acreditar em nada que os russos dizem, porque não podemos acreditar no que dizem os russos demonizados. Não temos permissão para acreditar neles, porque eles foram posicionados como inimigos, e os bons e patrióticos norteamericanos jamais acreditam nos inimigos.

Mas... como podemos ajudar mesmo acreditando nos russos? Se é verdade a alegação de que todas essas tropas e tanques russos realmente invadiram a Ucrânia, o governo fantoche em Kiev já teria caído desde o ano passado e o conflito estaria terminado. Qualquer um que tenha um cérebro sabe disso.

Pronto. Agora chegamos ao meu ponto. Um jornalista qualquer contou uma história inofensiva e quase foi queimado vivo, forçado a pedir desculpas para as tropas por ter mentido. No meio de todo esse bafafá, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, o Presidente dos Estados Unidos, inúmeros senadores, autoridades do Poder Executivo e a presstituta relataram repetidamente por meses após meses que colunas de tanques e tropas russas estavam entrando na Ucrânia. Ainda assim, apesar de todas essas forças russas, os civis das províncias separatistas do leste e sul ucranianos ainda continuam a ser massacrados pelo governo fantoche que os EUA instalaram em Kiev.

Se as tropas e tanques russos são assim tão inoperantes, ineficientes, por que os comandantes da OTAN e os neoconservadores belicistas alertam sobre o terrível perigo que a Rússia representa para os países Bálticos, Polônia e Leste Europeu?

Isso não faz o menor sentido, é ou não é?

 Pois bem. A questão é a seguinte: por que está a presstituta toda em cima de um jornalista infeliz em vez de responsabilizar os Grande Mentirosos, John Kerry e Barak Obama?

A resposta é: não haverá custo para a presstituta ao destruir um qualquer, seja lá porque razão, mesmo que apenas para se divertir, como um “atirador americano” (American Sniper, referência ao filme lançado recentemente- NT), que mata pessoas por diversão sua e de amigos, mas eles seriam botados no olho da rua se apontassem para a responsabilidade de Obama ou Kerry, e sabem disso. Mas eles têm que chamar a atenção, mesmo que seja devorando-se uns aos outros.

Não há possibilidade da existência de uma democracia sem uma mídia honesta. A democracia nos EUA não passa de uma fachada, por trás da qual se operam todas as maldades a que se inclina a humanidade. Pelos últimos 14 anos o povo norteamericano apoiou governos dos EUA que invadiram, bombardearam, ou atacaram com drones sete países, matando, mutilando e deslocando milhões de pessoas sem nenhuma outra razão que a busca de lucro e poder hegemônico. Apesar disso, não há o menor sinal de que isso tenha tirado o sono ou deixado com um peso na consciência qualquer norteamericano.

Quando Washington não está bombardeando e matando, está conspirando para derrubar governos reformistas, como aconteceu com o governo hondurenho que o governo Obama derrubou, e os governos da Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina, que o governo Obama está atualmente tentando derrubar. Não se esqueçam, é claro, do governo democraticamente eleito da Ucrânia que foi vencido pelo golpe de estado de Washington.

O novo governo grego, assim como o próprio Putin, estão na mira.

Washington e sua presstituta servil para justificar tudo assinalaram o governo ucraniano eleito que foi derrubado por um golpe de Washington como uma “ditadura corrupta”. O governo colocado em seu lugar consiste em uma combinação de fantoches de Washington e neonazistas que fazem questão de ostentar em suas forças militares insígnias nazistas. Mas é claro que a presstituta americana esmera-se em não notar as insígnias nazistas.

Pare um pouco e pergunte a si mesmo porque um episódio insignificante como a mentira de um jornalista qualquer merece um estardalhaço da mídia americana enquanto as flagrantes, extraordinárias, descaradas e nuas mentiras de Kerry e Obama são olimpicamente ignoradas pela presstituta?

Talvez você tenha esquecido o quanto são eficientes as forças militares russas. Rebusque na memória e lembre qual foi o destino do exército da Geórgia, treinado e equipado por Israel e Estados Unidos e que Washington atiçou na Ossétia do Sul. A invasão perpetrada pela Geórgia na Ossétia do Sul acabou por resultar em mortes de soldados russos de forças de paz e de cidadãos russos. Os militares russos intervieram e em cinco horas derrotaram inapelavelmente o exército georgiano, treinado e equipado pelos Estados Unidos e Israel. Nesse momento, toda a Geórgia estava nas mãos do exército russo, que recuou assim mesmo, mantendo a independência da antiga província da Rússia, apesar das mentiras de Washington, de que Putin pretendia restaurar o Império Soviético.

A única conclusão a que deve chegar qualquer cidadão norteamericano é que cada declaração do governo americano replicada pela mídia presstituta é uma mentira ignóbil, que serve apenas para uma agenda secreta que os norteamericanos não apoiariam, se dela tivessem conhecimento.

Sempre que Washington ou sua presstituta falam, mentem.


(1)   [presstitute] Neologismo criado por Gerald Celente, através da união das palavras “press” (imprensa) e “prostitute” (prostituta), usado largamente entre articulistas para designar a mídia americana, em sua maioria cooptada pela propaganda enganosa de Washington. Vários tradutores brasileiros a traduzem como “presstituta”.

Paul Craig Roberts. (nascido em 03 de abril de 1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da ReaganomicsEx-editor e colunista do Wall Street JournalBusiness Week e Scripps Howard News ServiceTestemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e no Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.



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