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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Jimmy Carter, volte, por favor!
        
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Paul Craig ROBERTS          

tradução mberublue                             


Pego com as calças na mão na Síria, o governo dos Estados Unidos agora ainda por cima deu para se fazer de bobo. Numa tentativa desastrada de descaracterizar as ações da Rússia contra o Estado Islâmico na Síria, Washington, em um ato falho, acabou por admitir que os terroristas que do exterior foram para a Síria, são os “nossos rapazes”.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Por que Obama está histérico?



              
8/10/2015, 2015, Aleksander Zhilin, news-front.info
Tradução pela Vila Vudu              


Resultado de imagem para CryObamaPela primeira vez o presidente Barack Obama dos EUA comentou publicamente o início da operação militar russa na Síria. Criticou Moscou por apoiar o presidente Assad e disse que as ações russas na região seriam "receita de desastre". Por que essa histeria toda?
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A Rússia mostra as cartas na Síria e no Iraque... e ganha


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Moon of Alabama
Tradução mberublue

He he... A Rússia está se exibindo mesmo ;-) _____ (assista ao vídeo porque vale a pena – NT)

Quatro navios de guerra da Marinha Russa dispararam um total de 26 mísseis contra posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria, anunciou o Ministro da Defesa russo Sergey Shoigu. Os mísseis foram disparados a partir do Mar Cáspio.

 “Quatro navios lançadores de mísseis lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra 11 alvos. De acordo com dados de controle do objetivo, todos os alvos foram destruídos. Não houve danos a quaisquer alvos civis”, disse Shoigu

Os mísseis voaram cerca de 1.500 km antes de atingir seus alvos, provando sua eficiência.

Resultado de imagem para mísseis russos klubOs mísseis de cruzeiro russos Klub (3M-14AE KalibrN) cruzaram espaço aéreo iraniano e Iraquiano, muito provavelmente com a aquiescência dos dois países. Aqui está um vídeo dos lançamentos e fotos (não disponíveis - NT) do que sobrou após uma noite em que a província de Raqqa dançou ao som da música dos foguetes russos.

Os lançamentos tem várias intenções:
  • Destruir alguns ativos do Estado Islâmico na Síria
  • Demonstrar que a Rússia, enquanto fornece apoio aéreo intenso (22 bombas em menos de cinco minutos) ao exército Sírio em seus ataques em curso em Hama, está totalmente comprometido ao objetivo maior de destruir o Estado Islâmico.
  • Mostrar que a Rússia pode e quer se envolver seriamente na luta, mesmo sem estar no campo de batalha. (A mesma coisa foi demonstrada pela oferta feita aos EUA para que os Bombardeiros TU-22M(3) ou mesmo os TU-160 se juntassem à luta contra o EI).
  • Desafiar os Estados Unidos a mostrar por sua vez que sua guerra contra o Estado Islâmico é para valer e não jogo de cena.
O comando dos Estados Unidos se gabava de ter voado para cá e para lá em centenas de sortidas em sua “Operação Inherent Resolve” contra o Estado Islâmico. Mas se esqueceram de dizer (ou não quiseram se gabar disso) que apenas 20% desses ataques tiveram o disparo de algum tipo de armamento e que muitos destes ataques foram realizados na realidade contra alvos menores. Afinal de contas, destruir uma “Escavadeira do ISIS” com uma sofisticada arma guiada remotamente não é luta de verdade, mas apenas a intenção de causar um pequeno aborrecimento de menor importância. Outros observadores notaram as diferenças:

Analistas militares em Tel Aviv afirmaram que os primeiros bombardeios russos na Síria parecem muito mais agressivos que aqueles efetuados pela coalizão liderada pelos Estados Unidos.

As forças russas garantiram de uma vez por todas que têm todos os ativos de que necessitam na Síria para:

  • Prevenir que não aconteça uma já planejada zona de exclusão aérea comandada pela OTAN
  •  Gerar um serviço de inteligência de qualidade superior, necessário para destruir os insurgentes da al Qaeda assim como o Estado Islâmico
  • Permitir que aconteça a implementação de um acordo que dê fim ao conflito nos termos do governo Sírio e seus aliados.

Apesar da barulheira tresloucada de políticos norteamericanos, qualquer “zona de exclusão aérea” controlada pelos EUA está agora fora de qualquer cogitação. No entanto, os russos podem criar uma zona dessas no momento em que quiserem. Já houve interceptação de drones de reconhecimento dos Estados Unidos sobre a Síria. A anunciada entrega de armas adicionais para alguns Curdos e a recentemente formada Coalizão Árabe na Síria, a qual não passa de uma suspeitíssima coleção de saqueadores e ladrões nada fará para libertar Raqqa e não terá qualquer impacto maior. Os Curdos se recusam a lutar fora de seu próprio território e os ladrões, como sempre, apenas venderão as armas e darão o fora.

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Os outros “relativamente moderados” rebeldes que os Estados Unidos tiveram a pachorra de armar fazem sempre a mesma coisa: ou entregam as armas diretamente para a al Qaeda ou se juntam aos extremistas. O público já percebeu que cerca de 80% das armas entregues pelos EUA na Síria acabam em mãos dos jihadistas. Relançar estes programas novamente, e de novo e mais uma vez não fará com que mude o padrão e não pode ser explicado indefinidamente ao público.

A OTAN e os Estados Unidos também podem fazer um bocado de barulho porque dois aviões russos teriam violado o espaço aéreo turco (provavelmente para testar os radares da Turquia e o tempo de reação ;-)). Mas acontece que 11 nações que integram a coalizão liderada pelos Estados Unidos violam regularmente o espaço aéreo da Síria para cutucar levemente ao Estado Islâmico e ainda não vimos nenhum figurão do ocidente preocupado com isso. Agora deveremos ver mais reuniões entre Rússia e Turquia, Israel e Estados Unidos para evitar quaisquer incidentes aéreos.

Apesar de tudo, os russos estão oferecendo aos Estados Unidos uma aliança mais ampla do que apenas alguns acertos quanto ao uso do espaço aéreo, mas os Estados Unidos rejeitaram. Uma aliança com a Rússia contra o Estado Islâmico não faz parte dos planos dos Estados Unidos para a região, visto que querem desmembrar tanto Síria quanto Iraque em pequenos entidades eternamente dependentes dos EUA. Os Iraquianos, assim como os Sírios, estão bem cientes disso e agora querem que a Rússia desempenhe papel mais importante na região. A coalizão demoradamente planejada de 4+1 composta por Rússia, Síria, Iraque, Irã e Hezbollah, agora está na liderança da luta contra o Estado Islâmico.


Os Estados Unidos perderam a aposta. Ou aceitam a oferta russa ou deixam a mesa de jogo.
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sábado, 3 de outubro de 2015

Por que os EUA tanto protestam contra a Rússia bombardear a al-Qaeda?! 
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Tony Cartalucci, New Eastern Outlook(1)
Tradução  Vila Vudu



Phil Greaves‏@PhilGreaves01 1h1 hour ago 
'Esquerda' que ignorou completamente o imperialismo da OTAN na Síria por 5 anos 
em 5 minutos já 'identificou' um inexistente imperialismo russo.
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O New York Times no recente artigo "Russians Strike Targets in Síria, but Not ISIS Areas," tenta pintar as recentes ações da Rússia na Síria como desonestas e perigosas. Vejam:



Aviação russa continua a bombardear combatentes da oposição síria na 4a-feira, incluindo pelo menos um grupo treinado pela CIA, o que despertou protestos zangados [orig. angry protests] de funcionários dos EUA e lança aquela complexa guerra sectária em novo e perigoso território.



Claro. Só haveria ação russa desonesta ou perigosa, se os grupos treinados porCIA-EUA fossem realmente os "moderados" que os EUA dizem que seriam. Mas não são. Assim pois as ações da Rússia são plenamente justificadas e são expansão da atual e bem conhecida política russa.



Não há 'moderados', nem nunca houve 
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Já há meses, depois de anos e anos de manchetes a confirmar que os EUA estavam armando clandestinamente militantes na Síria, com o objetivo de derrubar o governo em Damasco, uma narrativa que fala de dezenas de milhares dos tais 'militantes' que teriam 'desertado' para a Frente Al-Nusra e o chamado "Estado Islâmico" (ISIS/ISIL) foi imposta ao público pela mídia-empresa ocidental e políticos dos EUA, tentando explicar o aparente fracasso de uma suposta política dos EUA, de criar um exército de "moderados" que combateria contra, simultaneamente,ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico e o governo sírio.
 

Em realidade, desde o início, nunca houve qualquer terrorista "moderado". Desde 2007, anos antes da guerra na Síria, os EUA decidiram, como sua política, financiar e apoiar deliberada e intencionalmente a Fraternidade Muçulmana na Síria – que, para todos os efeitos, é o braço político da Al-Qaeda ali – e começaram a armar militantes afiliados diretamente à Al-Qaeda.


É a verdade histórica e foi o que revelou, em 2007, o jornalista e Prêmio Pulitzer Seymour Hersh, em artigo para a revista New Yorker intitulado "
The Redirection Is the Administration’s new policy benefitting our enemies in the war on terrorism?" [Redirecionamento: a nova política do governo dos EUA estará beneficiando nossos inimigos na guerra contra o terrorismo?], onde diz, explicitamente (itálicos são meus):


Para minar o Irã, que é predominantemente xiita, o governo Bush decidiu, de fato, reconfigurar suas prioridades no Oriente Médio. No Líbano, o governo cooperou com o governo da Arábia Saudida, que é sunita, em operações clandestinas para enfraquecer o Hezbollah, a organização xiita apoiada pelo Irã.

Os EUA também participaram de operações clandestinas para atingir o Irã e a Síria, aliada do Irã. Efeito colateral dessas atividades foi inflar grupos sunitas extremistas que têm visão militante do Islã e que são hostis aos EUA e simpáticos à Al-Qaeda.



O relatório profético, de nove páginas, de Hersh, também revelaria que mesmo então a Fraternidade Muçulmana Síria já recebia dinheiro e apoio dos EUA, que chegavam até lá pela Arábia Saudita. O relatório revelou (itálicos meus):



Há evidência de que a estratégia de redirecionamento do governo já beneficiou a Fraternidade. A Frente de Salvação Nacional Síria é uma coalizão de grupos de oposição cujos principais membros são a facção liderada por Abdul Halim Khaddam, ex-vice-presidente da Síria, que desertou em 2005, e a Fraternidade. Um ex-alto funcionário da CIA disse-me que "Os norte-americanos garantiram dinheiro e apoio político. Os sauditas estão tomando a frente com apoio financeiro, mas há envolvimento dos norte-americanos." Disse que Khaddam, que atualmente vive em Paris, recebia dinheiro da Arábia Saudita, com pleno conhecimento da Casa Branca. (Em 2005, uma delegação de membros da Frente reuniu-se com funcionários do Conselho de Segurança Nacional, conforme notícias que a imprensa publicou.) Um ex-funcionário da Casa Branca disse que os sauditas forneceram passaportes aos membros da Frente.



Em 2011, afiliados da Al-Qaeda na Síria, principalmente a Frente al-Nusra, começaram a operar em todo o país, tomando a dianteira na luta apoiada pelos EUA contra Damasco. Em 2012, quando o Departamento de Estado pôs a Frente al-Nusra na lista de organização terrorista estrangeira, já era bem claro que a maior parte das forças que lutavam contra o governo Assad eram da Al-Qaeda.



Desde novembro de 2011, a Frente al-Nusra declarou ter realizado cerca 600 ataques – mais de 40 ataques de suicidas-bomba, até ataques com armas leves e operações com objeto explosivo improvisado – em grandes cidades dentre as quais Damasco, Aleppo, Hamah, Dara, Homs, Idlib e Dayr al-Zawr. Durante esses ataques, morreram muitos sírios inocentes.


Resultado de imagem para Al Qaeda na SíriaClaro que a Al Qaeda não só esteve envolvida no conflito desde o início, como também liderou as ações. Assim resulta desmentida a atual conversa dos EUA, de que a Al-Qaeda só teria entrado na luta no período recente, aproveitando-se do caos que teria sido criado pelos "moderados" em sua luta contra Al-Assad. É perfeitamente claro e comprovado que a própria Al-Qaeda gerou todo o caos, desde o início, e continua alimentando o caos até hoje.



Os dutos retóricos de repetição 


Para explicar como o exército de 'moderados' da ficção que os EUA distribuíam pelo mundo fora 'deslocado' no campo de batalha na Síria, substituído por Al-Qaeda eISIS, os EUA passaram a dizer que aquela sua operação de quase cinco anos e vários bilhões de dólares sofreu repentinamente deserções em massa.


The Guardian apressou-se a noticiar (8/5/2015), em artigo intitulado "
Free Syrian Army rebels defect to Islamist group Jabhat al-Nusra," que:


O principal grupo armado da oposição Síria, o Exército Sírio Livre, está perdendo combatentes e armamento para a Frente al-Nusra, organização islamista com conexões com a al-Qaeda que está surgindo como a força mais bem equipada, financiada e motivada na luta contra o regime de Bashar al-Assad.


O International Business Times também noticiaria (14/3/2015), em artigo intitulado "Four Years Later, The Free Syrian Army Has Collapsed," [4 anos depois, o Exército Sírio Livre entrou em colapso] que:



A Frente Al-Nustra, também chamada Jabhat al-Nusra, conquistou milhares de combatentes que nos três anos anteriores lutavam sob o guarda-chuva do Exército Sírio Livre. Oferece a eles centenas de dólares em salário mensal e mantimentos. Os soldados do Exército Sírio Livre não têm remuneração mensal. Quando grupos extremistas como a Frente al-Nusra ganharam espaço na Síria recebendo milhões de dólares em dinheiro de ricos empresários do Golfo e da Líbia, os moderados "não tiveram escolha" – disse Jarrah. – "Sentem-se desprestigiados, e juntam-se aoISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico."



The Daily Beast (1/3/2015) noticiou em "Main U.S.-Backed Syrian Rebel Group Disbanding, Joining Islamists" que:



O grupo rebelde sírio Harakat al-Hazm, uma das milícias em que mais a Casa Branca confia na luta contra o governo do presidente Bashar al-Assad, colapsou domingo passado. Os ativistas postaram uma declaração online assinada pelos altos comandantes, em que dizem que estão desmontando as unidades e desdobrando-as em brigadas alinhadas com uma aliança islamista insurgente na qual Washington não confia.


Harakat al-Hazm levaria com ele para a Al-Qaeda e o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico, milhões de dólares em sofisticado armamento norte-americano, inclusive os mísseis antitanques TOW de fabricação norte-americana.


O mais recente grupo apoiado e mantido pelos EUA, a tristemente famosa "Divisão 30", também teria desertado e estaria alistada agora à Al Qaeda – assumindo-se que já não fossem militantes da Al-Qaeda desde o início. The Telegraph (22/9/2015) em artigo intitulado "
EUA-trained Division 30 rebels ‘betray EUA and hand weapons over to al-Qaeda’s affiliate in Síria’," [Rebeldes da Divisão 30 treinados nos EUA traem EUA e entregam suas armas a grupo ligado à Al-Qaeda na Síria] disseram que:


Rebeldes treinados pelo Pentágono na Síria traíram seus apoiadores-financiadores norte-americanos e entregaram suas armas à al-Qaeda na Síria imediatamente depois de chegarem de volta ao país.

Combatentes da Divisão 30, a divisão de rebeldes "moderados" que os EUA apoiavam, renderam-se à Frente al-Nusra afiliada da al-Qaeda, como várias fontes informaram na 2a-feira à noite.



A Rússia está bombardeando a Al-Qaeda


Ora! Todo esse noticiário – nada que o ocidente algum dia tenha desmentido ou negado – sobre "moderados" apoiados pelos EUA que se uniram, aos milhares, à Al-Qaeda, prova, no mínimo, que a política dos EUA de construir alguma oposição moderada (e armada) resultou em retumbante fracasso. 


Mas todas essas evidências e muitas outras, que vão até os idos de 2007, provam também que os EUA jamais, nem agora nem antes, tiveram qualquer intenção de construir oposição moderada, e que as notícias abundantes de tantas "deserções" são simples mentiras para encobrir a cobertura direta em dinheiro e em armamento, que os EUA provavelmente sempre deram, mas agora com certeza estão dando à Al Qaeda e ao ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico na Síria.


No mínimo, ao bombardear esses grupos armados que, ou já desertaram para a al-Qaeda, ou inevitavelmente logo desertarão, a Rússia presta grande favor ao Pentágono. 


O que nos leva de volta ao mais recente artigo publicado no New York Times. A Rússia não está arbitrariamente bombardeando "moderados" apoiados pelos EUA na Síria para devastar uma suposta oposição "legítima" ao governo em Damasco. 


A Rússia está bombardeando terroristas que ou já operam sob a bandeira da Al-Qaeda, mas a Casa Branca os apresenta fantasiados de bons democratas, ou logo terão entregue à Al Qaeda seus combatentes e seu armamento.
 

A verdade é clara: a Rússia está bombardeando a Al-Qaeda.


"Ao apoiar Assad e ao atacar todos e qualquer um que lute contra Assad" – disse na 4a-feira o secretário da Defesa Ashton B. Carter, a Rússia "está atacando todo o resto do país que luta contra Assad." Alguns desses grupos, disse Carter, são apoiados pelos EUA e têm de ser parte de uma resolução política na Síria.



Não parece haver dúvidas de que a Rússia está, sim, bombardeando grupos que os EUA apoiam, mas isso só acontece porque os EUA há muito tempo e intencionalmente, apoiam a Al-Qaeda e o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico na Síria. 



A qualquer momento, se os EUA realmente quisessem fazer desaparecer as forças do ISIS, bastaria terem fechado a fronteira turca, através da qual fluem suprimentos, combatentes, armas e veículos em direção à Síria. Tivessem fechado a fronteira turco-síria ao norte, e a fronteira jordaniana/síria ao sul, os EUA teriam dado cabo do ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico em um mês, se não em menos tempo.


Que os EUA tenham deixado fluir suprimentos, armas, veículos e combatentes para o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico ali, bem diante do nariz de seus aliados e das próprias forças dos EUA estacionadas na Jordânia e na Turquia, é indicador eloquente de que os EUA estão, no mínimo, autorizando a perpetuação doISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico – mas, mais provavelmente, sugere que estejam ativamente envolvidos em encher os caminhões para o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico também na Síria.


O secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter diz que a posição dos russos está "condenada" – no que parece ser promessa de que os EUA resistirão contra os esforços de Moscou para pôr fim a grupos da Al-Qaeda e para eliminar oISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico. 


Verdade é que há de haver quem veja claramente que subir a aposta e o blefe, numa política de apoiar terroristas que inevitavelmente será revelada ao mundo, e insistindo numa política que já fracassou no intuito de derrubar o governo sírio – o qual, hoje, já está reforçado por forças russas, iranianas e talvez também chinesas – é, essa sim, a política que está "condenada".


Por fim, é preciso observar que, para quem ainda duvide de queISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico é realmente invenção intencional da política externa dos EUA, que esse ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico está hoje combatendo contra forças militares combinadas de Síria, Hezbollah, Irã, Iraque e agora a Rússia.


Não faltará quem se pergunte quem teria capacidade material, armas, dinheiro, organização, para manter exército capaz de fazer frente a uma coalizão multinacional dessa envergadura. De onde, se não dos EUA e de seus aliados regionais, o ISIS/ISIL/Daesh/Estado Islâmico recebe toda sua capacidade militar?


Insistir em repetir que luta contra o ISIS, ao mesmo tempo em que já tão visivelmente apoia esses (e talvez muitos outros) terroristas é, essa sim, a posição realmente "condenada": condenada ao fracasso hoje, e condenada, no futuro, à eterna execração por toda a humanidade.


Tony Cartalucci


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