Mostrando postagens com marcador Rúsia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rúsia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Pentágono: império das lamúrias         



 Resultado de imagem para Pepe Escobar
Pepe Escobar, Asia Times         

Tradução pelo Coletivo Vila Vudu                        

"Para que servem tantos serviços de inteligência, se induzem as próprias autoridades 
a sempre repetir as mesmas sandices? [Ash] Carter que meça suas palavras"

          

Donald "sabidos não sabidos" Rumsfeld era osso duro ("cu de ferro", como Papai Bush diria). O parceiro dele de neoconservadorismo e atual El Supremo do Pentágono Ash Carter – cujo emprego só durará pouco mais de um ano – corre o risco, hoje, de ficar com fama de diva-no-desvio.


Depois de oito dias viajando pela Ásia, Ash atingiu a Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia, feito um míssil balístico desgovernado de se-lamentação. E acertou onde mais lhe dói: a parceria estratégica Rússia-China. Como aquela gente se atreve? Qualquer coisa, mas NÃO pisem nos meus sapatos azuis à Pentágono [orig. 
Don’t you step on my blue [suede] shoes (NTs)].


E a Rússia é culpada por praticar "atividades desafiantes" no mar, no ar, no espaço e no ciberespaço. E isso sem falar de "sacudir sabres nucleares". 


Ash mais uma vez enumerou todos aqueles "pilares da ordem internacional" que Rússia-China, diz ele, estariam violando: resolução pacífica de disputas, liberdade ante a coerção, respeito à soberania do Estado e à liberdade de navegação. Considerando o currículo dos feitos recentes do Excepcionalistão no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Síria em latitudes sortidas, sempre se pode contar com o Pentágono para enriquecer os anais do hiper-irrealismo.


Dr. Fantástico, digo, aquele Yo, El Supremo
[1] da OTAN general Philip Breedlove, já entregou, publicamente, que não tem nem ideia do que Putin está fazendo na Síria. Ash, patrão dele, subiu a aposta: Putin "não pensou com muita atenção sobre" os próprios objetivos na Síria, e essa abordagem é "muito fora de rota". Com certeza, porque um mês de ataques russos fez mais para minar as forças do  ISIS/ISIL/Daesh que mais de um ano da "rota" seguida pela Coalizão dos Oportunistas Finórios (COF) liderada pelos EUA (COFUSA), que conta com capacitadores salafistas-jihadistas "rebeldes moderados" tipo Turquia e Arábia Saudita.


Ash fez uma pausa nas lamúrias, só para reconhecer que "é possível" que "a Rússia talvez desempenhe papel construtivo na solução da 'guerra civil' na Síria". Não esclareceu o que entende por "construtivo".


E imediatamente voltou à negação afirmativa de antes: "Não queremos guerra fria, muito menos quente, com a Rússia (...). Não queremos fazer da Rússia nossa inimiga." Mesmo assim, já há Guerra Fria 2.0 efetivamente em andamento, desde a praça Maidan em Kiev; e a campanha histérica para demonizar Putin e a Rússia, não dá sinais de amainar.


Antes, semana passada, Ash apareceu a bordo de um porta-aviões norte-americano no Mar do Sul da China, mostrando seu apreço pela "liberdade de navegação", tipo "é do nosso jeitão naval, ou a prancha é serventia do navio." Pequim 
reagiu mas, muito mais, pôs a flutuar à tona o informe de que marcar bobeira por ali custaria caro. Que tal experimentar o amor do DF-21D míssil balístico matador de porta-aviões, com 2.500 km de alcance?


Para a China, Ash mais uma vez mostrou condescendência orientalista pentagônica semicrua: tudo depende do "comportamento da China" ao demonstrar seus compromissos com a paz e a segurança.


Podem contar com que os mísseis de choradeira de Ash se reduplicarão sem controle. Estão incorporados na nova doutrina militar dos EUA, que define Rússia e China – com o Irã num 3º lugar não distanciado – como grandes ameaças. Os britânicos tanto gostaram, que já macaquearam: "crescente agressão russa" está entre as principais ameaças listadas na próxima estratégia de segurança nacional do Reino Unido a ser desvelada por David Cameron dia 23 de novembro.


Contenção ou morte! 


A coisa fica cada vez mais e mais estranha – ou, no mínimo, mais suja-lamacenta –, quando se considera que, há pouco mais de um mês, o mesmo Ash andava ameaçando, em reunião de ministros da Defesa da OTAN em Bruxelas, que a Rússia "em breve" começaria a pagar o preço pela sua "escalação" [orig. "escalation"] na Síria.


O preço pode ter sido cobrado em vidas, na catástrofe do avião da Metrojet. Nada, claro, conecta Ash e o Pentágono à catástrofe: no máximo, um pensamento desejante. Mesmo assim, a possibilidade de ter havido uma bomba posta no avião pelo ramo do Daesh no Sinai foi aventada pelo Quartel-General de Comunicações [orig. GCHQ] de Londres, aproveitando-se de sua vasta rede "nós espiamos todo o mundo" feita à imagem da Agência Nacional de Segurança dos EUA. James Bond in Spectre – da boa velha inteligência em campo – jamais teria esse tipo de informação.


Aquela mesma reunião em Bruxelas também decidiu ampliar a chamada "força ponta-de-lança" [orig. "spearhead force"] da OTAN para "fornecer contenção" [orig. "deliver deterrence,"] nas palavras do secretário-geral da OTAN, o norueguês testa-de-lança Jens Stoltenberg. Stoltenberg até se vangloriou de que a mera existência dessa força já fazia estremecer de medo a Rússia – além do Exército Árabe Sírio – por causa de supostas "incursões em território turco". Mas fato é que nenhuma força da OTAN foi mandada para a Turquia. Afinal, a OTAN estava ocupadíssima
invadindo a Espanha.


Bem que podemos, nós também indulgir num momento "estou sentindo você" à moda do Clinton-marido, para considerar a infindável lamentação de Ash. São tantos e tais os pontos sobre os quais o Pentágono "não-tem-nem-a-mais-pálida-ideia", que Ash de modo algum poderia reconhecê-los publicamente.


Por exemplo, o desempenho dos mísseis russos Kalibr, na comparação com os Tomahawks. Lançados da frota no Mar Cáspio, voaram por 1.500 km antes de acertar seus alvos no ISIS/ISIL/Daesh, o que implica que o alcance máximo dos Kalibr, segundo fontes russas, é de cerca de 1.800 km – muito maior que o dos Tomahawks. Como se não bastasse, cada alvo foi atingido por dois mísseis, e em alguns casos, três. Isso sugere altíssima precisão e confiabilidade, considerando que os EUA usualmente têm de disparar quatro mísseis quando atacam centros de comando e depósitos.


A Rússia também já instalou sistemas ultrassofisticados de guerra eletrônica na Síria, como o Krasukha-4, capaz de facilmente interferir em sistemas de comunicação AWACS e satélites. Ash de modo algum poderia admitir publicamente que a Rússia já controla de facto os céus sírios. O sultão Erdogan, pelo menos, foi esperto o bastante para compreender que a zona aérea de exclusão com que ele tanto sonhara, sobre a fronteira turco-sírio, não decolaria.


O que resta é, ora... um remix pós-moderno do Vietnam: 
mandar mais soldados. Ash está entusiasmadíssimo, desde que os EUA encontrem forças locais mais "capazes" para parceria.


Assim sendo, examinemos rapidamente o cenário local das "capacidades".


ISIS/ISIL/Daesh é ativo na Síria central, ao lado de Jaysh al-Fatah, coalizão islamista com uns poucos membros associada à Frente al-Nusra, também conhecida com al-Qaeda na Síria. Nas linhas de frente em Hama, o falso "Califato" e al-Nusra são aliados de facto. Ash de jeito nenhum encontrará aí aliados "capazes".


Mas há enorme porta dos fundos. Al-Nusra camuflou-se, metendo-se no uniforme de Ahrar al-Sham, que Washington chama de "rebeldes moderados". Ahrar al-Sham é de fato um ramo da Fraternidade Muçulmana, plenamente apoiado pela Turquia.


Assim sendo, não surpreende que todos queiram saltar para dentro do vagão dos "rebeldes moderados", na esperança de serem condecorados com mísseis TOW antitanques fabricados nos EUA. 'Todos' inclui grupamentos como a brigada Tawhid Al Asimah em Damasco, a brigada Wa Atasimu também em Damasco, o batalhão Abu Amarah em Aleppo, a brigada mártir Ahmad Al-Omar e o movimento Binaa Umma ativo em Deraa e Quneitra. Trabalhar com essas gangues pode ser uma saída para Ash. Mas, isso, só se Obama despachar mais soldados norte-americanos para cobrir todo o território sírio.


E agora, os 50 imortais 


Mas, primeiro, as forças de Operações Especiais enviadas para o norte da Síria – os 50 imortais de Obama – têm de dar conta da tarefa que lhes coube. Pronuncie o nome Kuweyres [também grafado Kwairis, na imprensa iraniana]. Tudo depende do que aconteça na base militar em Kuweyres. 


Eis os fatos em solo. O Exército Árabe Sírio, pelo menos por enquanto, desimpediu e está mantendo aberta sua importantíssima rota de suprimentos para Aleppo. O próximo objetivo – com apoio da aviação russa – é muito mais difícil: cortar as vias de reabastecimento que vêm da Turquia para a gangue dos salafistas/jihadistas/degoladores "rebeldes moderados".


Pode-se argumentar que a única força local "capaz" para esse missão é YPG dos curdos sírios. Mas para firmar sua posição, o YPG tem de construir ligação forte entre Kobani e o enclave curdo de Afrin.


E querem saber por que não podem fazer isso? Porque o Pentágono ordena que ataquem para o sul, na direção de Raqqa, 'capital' do ISIS/ISIL/Daesh. E a inteligência turca – que controla o corredor de reabastecimento – avisou ao YPG que serão bombardeados até virarem pó, se tentarem expandir sua base no norte da Síria.


Assim sendo, o YPG precisa de cobertura, para continuar a mover-se. O pessoal de Ash não cobrirá ninguém. E os russos estão longe, sem coturnos no solo do norte da Síria.


Mas o Exército Árabe Sírio está a apenas poucos quilômetros da base aérea de Kuweyres. Será batalha feroz. Mas se conseguirem reocupar a base aérea militar, terão obtido base perfeita para os jatos sírios e russos, que dali poderão dar cobertura ao YPG para fazerem sua ponte entre Kobani e Afrin.
[2]


O Pentágono bem sabe que os russos têm um acordo com os curdos sírios: o Exército Árabe Sírio, com todo o apoio possível dos russos, toma Kuweyres; o YPG avança para Afrin; e os russos 'contêm' os turcos na fronteira. Sem essa cadeia de eventos cruciais, será virtualmente impossível para os "4+1" – Rússia, Síria, Irã, Iraque +Hezbollah – cortar o corredor de reabastecimento que a Turquia implantou para todas aquelas gangues de salafistas-jihadistas-degoladores "rebeldes moderados".


É onde entram os 50 imortais de Obama. Foram mandados para o comando dos curdos do YPG para "ajudá-los" a não cumprir sua parte no acordo com a Rússia. Sim, mas... onde está a novidade? Faz perfeito sentido que os rapazes de Ash trabalhem ombro a ombro com os bandidos de Ayman al-Zawahiri. É o Pentágono & al-CIA-Qaeda. O que poderia algum dia dar errado? É preciso manter a Guerra Global ao Terror (GGaT) para sempre, guerra sem fim (remember Rumsfeld?), pelo maior tempo possível. Pronto. Aí está um bom motivo para NUNCA pararem de se lamuriar.


Pepe Escobar - é jornalista, brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como:  Sputinik, Tom Dispatch, Information Clearing House, Red Voltaire e outros; é correspondente/ articulista das redes Russia Today e Al-Jazeera.


* Epígrafe acrescentada pelos tradutores [NTs]
[1] É título de magnífico romance do paraguaio Augusto Roa Bastos [1917-2005], de 1974, narrado em primeira pessoa pelo ditador Gaspar Rodríguez de França, que governou o Paraguai com mão de ferro, durante 25 anos, desde a independência em 1811. O romance é ficção, mas o Supremo ditador existiu. Pepe Escobar repete com frequência a expressão "El Supremo", em q parece haver alguma referência àquele romance. Corremos o risco de trazer um pouco mais à tona a (talvez) mesma referência [NTs].
[2] ATUALIZAÇÃO: PressTV, Teerã 10/11/2015, 03h05 PM [hor. local]: http://www.presstv.com/Detail/2015/11/10/437093/Syria-Daesh-Takfiri-Kweires-Aleppo [NTs].


Leia Mais ››

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A Rússia mostra as cartas na Síria e no Iraque... e ganha


Resultado de imagem para moon of alabama
Moon of Alabama
Tradução mberublue

He he... A Rússia está se exibindo mesmo ;-) _____ (assista ao vídeo porque vale a pena – NT)

Quatro navios de guerra da Marinha Russa dispararam um total de 26 mísseis contra posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria, anunciou o Ministro da Defesa russo Sergey Shoigu. Os mísseis foram disparados a partir do Mar Cáspio.

 “Quatro navios lançadores de mísseis lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra 11 alvos. De acordo com dados de controle do objetivo, todos os alvos foram destruídos. Não houve danos a quaisquer alvos civis”, disse Shoigu

Os mísseis voaram cerca de 1.500 km antes de atingir seus alvos, provando sua eficiência.

Resultado de imagem para mísseis russos klubOs mísseis de cruzeiro russos Klub (3M-14AE KalibrN) cruzaram espaço aéreo iraniano e Iraquiano, muito provavelmente com a aquiescência dos dois países. Aqui está um vídeo dos lançamentos e fotos (não disponíveis - NT) do que sobrou após uma noite em que a província de Raqqa dançou ao som da música dos foguetes russos.

Os lançamentos tem várias intenções:
  • Destruir alguns ativos do Estado Islâmico na Síria
  • Demonstrar que a Rússia, enquanto fornece apoio aéreo intenso (22 bombas em menos de cinco minutos) ao exército Sírio em seus ataques em curso em Hama, está totalmente comprometido ao objetivo maior de destruir o Estado Islâmico.
  • Mostrar que a Rússia pode e quer se envolver seriamente na luta, mesmo sem estar no campo de batalha. (A mesma coisa foi demonstrada pela oferta feita aos EUA para que os Bombardeiros TU-22M(3) ou mesmo os TU-160 se juntassem à luta contra o EI).
  • Desafiar os Estados Unidos a mostrar por sua vez que sua guerra contra o Estado Islâmico é para valer e não jogo de cena.
O comando dos Estados Unidos se gabava de ter voado para cá e para lá em centenas de sortidas em sua “Operação Inherent Resolve” contra o Estado Islâmico. Mas se esqueceram de dizer (ou não quiseram se gabar disso) que apenas 20% desses ataques tiveram o disparo de algum tipo de armamento e que muitos destes ataques foram realizados na realidade contra alvos menores. Afinal de contas, destruir uma “Escavadeira do ISIS” com uma sofisticada arma guiada remotamente não é luta de verdade, mas apenas a intenção de causar um pequeno aborrecimento de menor importância. Outros observadores notaram as diferenças:

Analistas militares em Tel Aviv afirmaram que os primeiros bombardeios russos na Síria parecem muito mais agressivos que aqueles efetuados pela coalizão liderada pelos Estados Unidos.

As forças russas garantiram de uma vez por todas que têm todos os ativos de que necessitam na Síria para:

  • Prevenir que não aconteça uma já planejada zona de exclusão aérea comandada pela OTAN
  •  Gerar um serviço de inteligência de qualidade superior, necessário para destruir os insurgentes da al Qaeda assim como o Estado Islâmico
  • Permitir que aconteça a implementação de um acordo que dê fim ao conflito nos termos do governo Sírio e seus aliados.

Apesar da barulheira tresloucada de políticos norteamericanos, qualquer “zona de exclusão aérea” controlada pelos EUA está agora fora de qualquer cogitação. No entanto, os russos podem criar uma zona dessas no momento em que quiserem. Já houve interceptação de drones de reconhecimento dos Estados Unidos sobre a Síria. A anunciada entrega de armas adicionais para alguns Curdos e a recentemente formada Coalizão Árabe na Síria, a qual não passa de uma suspeitíssima coleção de saqueadores e ladrões nada fará para libertar Raqqa e não terá qualquer impacto maior. Os Curdos se recusam a lutar fora de seu próprio território e os ladrões, como sempre, apenas venderão as armas e darão o fora.

Resultado de imagem para rebeldes moderadosResultado de imagem para rebeldes moderados
Os outros “relativamente moderados” rebeldes que os Estados Unidos tiveram a pachorra de armar fazem sempre a mesma coisa: ou entregam as armas diretamente para a al Qaeda ou se juntam aos extremistas. O público já percebeu que cerca de 80% das armas entregues pelos EUA na Síria acabam em mãos dos jihadistas. Relançar estes programas novamente, e de novo e mais uma vez não fará com que mude o padrão e não pode ser explicado indefinidamente ao público.

A OTAN e os Estados Unidos também podem fazer um bocado de barulho porque dois aviões russos teriam violado o espaço aéreo turco (provavelmente para testar os radares da Turquia e o tempo de reação ;-)). Mas acontece que 11 nações que integram a coalizão liderada pelos Estados Unidos violam regularmente o espaço aéreo da Síria para cutucar levemente ao Estado Islâmico e ainda não vimos nenhum figurão do ocidente preocupado com isso. Agora deveremos ver mais reuniões entre Rússia e Turquia, Israel e Estados Unidos para evitar quaisquer incidentes aéreos.

Apesar de tudo, os russos estão oferecendo aos Estados Unidos uma aliança mais ampla do que apenas alguns acertos quanto ao uso do espaço aéreo, mas os Estados Unidos rejeitaram. Uma aliança com a Rússia contra o Estado Islâmico não faz parte dos planos dos Estados Unidos para a região, visto que querem desmembrar tanto Síria quanto Iraque em pequenos entidades eternamente dependentes dos EUA. Os Iraquianos, assim como os Sírios, estão bem cientes disso e agora querem que a Rússia desempenhe papel mais importante na região. A coalizão demoradamente planejada de 4+1 composta por Rússia, Síria, Iraque, Irã e Hezbollah, agora está na liderança da luta contra o Estado Islâmico.


Os Estados Unidos perderam a aposta. Ou aceitam a oferta russa ou deixam a mesa de jogo.
Leia Mais ››