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sábado, 28 de novembro de 2015

Turquia fechará, ou apagará, sua fronteira com a Síria?
                     

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Tradução pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu                                                 



Há desenvolvimentos recentes e preocupantes em solo próximo à Síria.


Ontem, o ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia disse que a Rússia está pronta para fechar a fronteira turco-síria:


Lavrov lembrou que o presidente francês François Hollande, pouco antes, propusera que se adotassem medidas específicas para bloquear a fronteira turco-síria.


"Apoiamos ativamente essa ideia. Estamos abertos para coordenação de passos práticos, com certeza em interação com o governo sírio" – disse Lavrov. – "Estamos convencidos de que bloquear a fronteira resolverá, em vários aspectos, as questões relacionadas à erradicação do terrorismo em solo sírio."


A Rússia está dando passos objetivos, ativos, para fazer acontecer precisamente isso. Seis ou sete áreas de estacionamento de caminhões-tanques próximas aos pontos de passagem de fronteira ao norte de Aleppo foram bombardeadas ao longo dos últimos vários dias. Caminhões e proprietários de caminhões já estão pensando duas vezes antes de iniciar viagens que impliquem cruzar a fronteira. Em Latakia, o exército sírio e aliados estão empurrando os mercenários "turcomenos" da Turquia de volta para a fronteira, rumo à Turquia. No leste, forças curdas com apoio aéreo dos russos empurram a fronteira na direção do corredor de Aleppo.


Um dia depois da declaração de Lavrov, os EUA repentinamente põem-se a dizer que é imperioso que a Turquia sele completamente a fronteira. Mas essa notícia pode ser falsa:


O governo Obama está pressionando a Turquia para que desloque mais milhares de soldados para a linha de fronteira com a Síria, para fazer um cordão num trecho de fronteira de 60 milhas que, dizem funcionários dos EUA, é usado pelo Estado Islâmico para mover terroristas estrangeiros, de um lado para o outro, na zona de guerra. 


Os EUA não solicitaram número específico de soldados. Funcionários do Pentágono estimam que podem ser necessários até 30 mil soldados para selar a fronteira do lado turco, para missão humanitária mais ampla. Para fechar apenas um trecho, podem ser necessários 10 mil soldados, ou mais, estimou um funcionário.


Não se tem ideia clara de como a Turquia responderá.


O que ninguém sabe é se os EUA falam sério sobre essa questão. Sabe-se com certeza é que os EUA são coniventes no contrabando de petróleo entre o Estado Islâmico e a Turquia e que os EUA fazem entregas de armas aos tais rebeldes "moderados" através precisamente daquela fronteira turco-síria. Duvido muito que alguma coisa tenha mudado nesses 'negócios'.


Mas a Turquia está, sim, movendo tropas para a fronteira:


A Turquia estacionou mais tanques, veículos blindados de transporte e outras armas ao longo de suas fronteiras com a Síria nesse sábado, depois que a derrubada de um jato militar russo pelas Forças Armadas Turcas fez subirem as tensões entre os dois países. 


Um comboio de caminhões militares vindo das províncias do oeste da Turquia, veículos blindados e 20 tanques entraram na área do Comando da 5ª Divisão Blindada na província fronteiriça de Gaziantep.


Na véspera, outra leva de tanques foi estacionada ao longo da fronteira turca com a Síria.


Tanques não servem para fechar fronteiras. Para isso é preciso infantaria, milhares de soldados. Mas tanques são bons para combater contra exército de outro estado. Há também um relatório que informa que a Turquia teria estacionado um sistema ASELSAN Koral misturador de sinais eletrônicos junto à fronteira. Pode talvez interferir na defesa aérea dos russos na Síria ou, talvez, deixar cegos os jatos russos. O mesmo sistema já foi usado para cegar eletronicamente o exército sírio e desabilitar os seus rádios, quando os "moderados", no início desse ano, eclodiram para fora da Turquia e conquistaram Idleb. 


Para mim, os movimentos dos turcos parecem movimentos ofensivos, sem nada que sugira preparativos para fechar a fronteira.


A Síria alega que os embarques de armas turcas para os rebeldes aumentou, e que soldados sírios foram atacados por fogo vindo de território turco:


"Temos informação segura de que o governo turco aumentou recentemente seu apoio aos terroristas e o nível do fornecimento para eles, de armas, munição e equipamento necessário para dar prosseguimentos aos seus atos criminosos" – lê-se numa declaração do exército sírio.


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A declaração feita pelo comando do exército sírio dizia que estavam sendo entregues armas em comboios que a Turquia dizia serem de ajuda humanitária. Dizia também que as armas foram fornecidas em troca de antiguidades sírias e iraquianas saqueadas e de petróleo vendido a baixos preços. 


...

A declaração dos sírios também diz que a Turquia disparou várias bombas de morteiro contra posições do exército sírio na 6ª-feira à noite, de local exatamente sobre a fronteira da província de Latakia no noroeste da Síria.


A Turquia pode retirar-se e desistir da agressão contra a Síria e realmente fechar a fronteira. O suprimento de armas para os 'moderados' nesse caso encolheria significativamente. Se a Turquia apenas parar e nada fizer, a Rússia fará como já começou a fazer. Bombardeará qualquer caminhão ou tipo de transporte que cruze a fronteira em direção à Síria.


Mas talvez a Turquia deseje impedir que isso aconteça e tentará espantar os russos para longe da fronteira e meter soldados turcos pela Síria a dentro para criar uma "zona segura" e, dali, atacar Aleppo e outras cidades sírias. É má ideia. Não funcionará, porque seria sangrento e potencialmente escalará para guerra muito maior.

A questão é saber se Obama dará luz verde a tudo isso e prometerá seu apoio ao "moderado" Erdogan.

PS: Aí está o que bem pode ser um bom título de livro: The Dirty War on Síria [A guerra suja contra a Síria].

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domingo, 27 de setembro de 2015

Washington perdeu o Oriente Médio 
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Tradução do Coletivo de Tradutores da Vila Vudu

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Não é surpresa, de modo algum, exceto pela rapidez do processo. Em pouco mais de uma década, desde a facinorosa decisão do governo Bush de invadir e ocupar o Afeganistão e depois o Iraque em março de 2003, os EUA só fizeram perder influência e aliados em todo o Oriente Médio. Não só os iranianos xiitas, que o presidente Obama crê que sejam gratos a Washington, mas também, pela primeira vez, a Arábia Saudita e os estados do Golfo e o Egito, todos em processo de unir-se a novos aliados ou parceiros colaborativos, que encontram no oriente, não no ocidente.


Dia 11/9/1990, em discurso numa sessão conjunta do Congresso, o então presidente George Herbert Walker Bush falou triunfantemente dos EUA como a única superpotência, para criar o que ele chamou de Nova Ordem Mundial. A União Soviética acabava de se autodissolver em caos. Sob as presidências de Bush e adiante, de Clinton, e até o dia de hoje, a política de Washington consistiu exclusivamente em avançar contra, para desvalorizar, destruir, desconstruir e desmembrar a Federação Russa, praticamente como Washington fez contra a Líbia de Gaddafi depois da guerra de Hillary Clinton, lá, em 2011.


Durante os anos 1990s, o presidente Bill Clinton apoiou a "terapia de choque" econômico financiada pelos EUA, com pesado apoio do seu amigo bilionário e corretor financeiro George Soros e das Fundações Sociedade Aberta [orig. Open Society Foundations] de Soros. Soros trouxe pessoalmente vários Harvard-boys, como Jeffrey Sachs, para a Rússia, logo depois de eles terem devastado a Polônia, a Ucrânia e outros estados ex-comunistas no leste da Europa. O regime corrupto de Yeltsin, que só queria saber de encher a cabeça de vodka e os bolsos de dólares, pouco se incomodava com o que acontecesse aos demais russos.


Mas... Como as coisas mudaram, para Washington, desde aqueles dias de depois de 1990!


Hoje, a Única Superpotência, o Hegemon Indesafiável, está sendo desafiado como nunca antes, afundado na pior depressão econômica desde os anos 1930s. O governo dos EUA tem dívida federal de mais de 103% do PIB. O desemprego real, não a definição delirante com que o Departamento do Trabalho 'opera', está hoje acima de 22%. O Federal Reserve está afundado há oito anos na pior crise financeira da história, sem conseguir aumentar os juros acima de 0%.


E agora, a meta estratégica de toda a projeção de poder dos EUA desde 1945 – controlar os fluxos de energia do Oriente Médio – está sumindo à vista de todos, como algodão-doce ao vento.


Pânico em Washington



A prova mais clara de que está perdendo influência no Oriente Médio é a reação do governo Obama às ações dos russos para pôr fim à terrível guerra de Washington na Síria – que é a verdadeira fonte da crise de refugiados que atualmente faz subir as tensões sociais em toda a Europa.


Dia 12/9, Barack Obama falou contra as recentes atividades da Rússia. Obama rejeitou os chamamentos da Rússia para cooperação militar contra o ISIS, declarando que a estratégia russa de apoiar o governo sírio contra o ISIS estaria "condenada ao fracasso". Sobre a Rússia estar enviando ajuda diretamente ao governo de Bashar al-Assad, que Washington 'exige' que renuncie, Obama atacou: "A estratégia que estão usando agora, de 'dobrar o blefe' [orig. 
doubling down] em Assad é um erro." Double down é expressão de cassino, das mesas de "Blackjack", que nesse caso significa 'adotar comportamento de risco quando [o jogador] já está em posição precária'.


A lógica da posição de Washington, de 'exigir' que Assad saia não é lógica: é perfeito absurdo. Como o ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov seguidamente destaca, a Rússia, aliada da Síria há décadas, continuará a manter a assistência militar que sempre deu ao governo legítimo de Assad em sua batalha para derrotar os terroristas islamistas: "Só posso repetir, mais uma vez, que nossos soldados e especialistas militares estão lá para operar o equipamento militar russo e para dar treinamento ao exército sírio para que possa operar equipamento novo. E continuaremos a garantir a mesma assistência ao governo sírio, para garantir que tenha prontidão adequada de combate em sua luta contra o 
terrorismo."


Por que o pânico


A razão pela qual Washington literalmente pirou não é a possibilidade de que a Rússia venha a agravar a situação na Síria. Depois de mais de um ano de bombardeamento destrutivo por aviões dos EUA e da OTAN, que gerou a atual crise de refugiados na União Europeia, dificilmente a situação piorará se a Rússia conseguir isolar o ISIS. O que deixa (mais) ensandecidos os facinorosos fazedores de guerra em Washington é a possibilidade de a estratégia russa ser bem-sucedida e pôr fim ao reino de terror do ISIS.


O chamamento russo visa a constituir uma coalizão internacional, convidando também os EUA a unir forças com estados da região e da Organização do Tratado de Segurança Coletiva [orig.Collective Security Treaty Organisation (CSTO)]. 


Dia 15/9/2015, em encontro em Dushanbe, Tadjiquistão, governantes dos estados membros daCSTO denunciaram o terrorismo no Iraque e na Síria, com atenção especial ao chamado 'Estado Islâmico'. Declararam-se prontos para enviar tropas para a Síria, sob patrocínio da ONU, como a OTAN está fazendo sem sucesso. Esse é desenvolvimento que Washington não aprecia, haver dois jogadores jogando o jogo. Os estados-membros da CSTO discutirão sua estratégia para criar uma coalizão global contra o ISIS, durante a reunião de todos, em setembro, para a Assembleia Geral da ONU em New York. A CSTO reúne Rússia, Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão. Seguindo o rodízio, a Rússia na presidência do Conselho de Segurança da ONU durante 
esse mês.


Segundo relato de Thierry Meyssan, editor francês de Voltaire.net que tem base em Damasco, o mais recente movimento de apoio russo à guerra que o governo do presidente Assad faz contra os terroristas inclui a criação de uma Comissão Militar Conjunta Sírio-Russa; transmissões de inteligência recolhida pelo satélite russo; envio de especialistas russos em várias áreas e o fornecimento de armamento sofisticado. Inclui também significativa modernização e expansão do porto sírio de 
Latakia.


Recentes atividades da Rússia, de ampliação e modernização do porto em Latakia apanharam de surpresa a OTAN



Matéria recentemente publicada na Der Spiegel alemã diz que as entregas russas à Síria também incluem carros blindados de fabricação russa para transporte de tropas, BTR-82A. Esse BTR-82A está em uso nos exércitos da Rússia e do Cazaquistão. É veículo com traços impressionantes: pode operar em combate sem parar, 24 horas por dia. Sua principal arma é um canhão automático de carregamento duplo de 30mm capaz de perfurar a blindagem de foguetes rastreadores, munição de fragmentação, incendiária e rastreadora de explosivos. Além do canhão, o BTR-82A leva também uma metralhadora coaxial de 7,62mm e três lançadores de granadas de fumaça de 81mm de cada lado. A cabine do artilheiro conta com sistema para controle de fogo dia/noite. O comando opera com comunicações e mapas topográficos avançados. E uma câmera de vigilância armada com laser, permite detectar qualquer alvo inimigo no raio de 3 km. Ah, e o veículo leva um dos mais robustos motores turbo-diesel da indústria russa, o KAMAZ 740.14-300 de 300hp e velocidade máxima de 100 km/h, mesmo em terreno acidentado; para completar, é totalmente anfíbio, com propulsão a jato, na água.


O respeitado blogueiro The Saker, citando fontes russas, crê que a Rússia também esteja enviando ao Exército Sírio sistemas de combate em campo que podem ajudar muito, incluindo radares antibaterias (radares que identificam de onde a artilharia inimiga está atirando) e sistemas de guerra eletrônica. O Saker destaca também que, de um ponto de vista estratégico militar, o fator que pode realmente alterar o jogo, e que a Rússia expôs há poucos dias, é ter escolhido o porto de Latakia. Segundo o Saker,


" um dos detalhes que estão deixando nervosos [os norte-americanos] é que os russos, pelo que se pode ver, escolheram a cidade de Latakia como seu "local de entrega".


Diferente de Damasco, Latakia é locação ideal: é segura, sem ser distante demais das linhas de frente, e é relativamente próxima da base russa em Tartus. O aeroporto e o porto naval são sabidamente fáceis de isolar e proteger. Já há relatos de que os russos estenderam as pistas e melhoraram a infraestrutura no aeroporto de Latakia, e pesados AN-124s já foram vistos pousando lá. Quanto à Marinha Russa, também enviou navios para o aeroporto de 
Latakia


E o Saker conclui:


"Em outras palavras, em vez de se limitarem a Tartus ou de irem para Damasco, muito exposta, os russos parecem ter criado nova cabeça de ponte no norte do país, que pode ser usada para entrega de equipamento à área de combate no norte e até para desembarque de forças. (...) Além disso, se o equipamento pesado é enviado por mar, os russos podem entregar por ar os seus sistemas de defesa aérea: o AN-124 é mais que suficiente para transportar os sistemas S-300s. Basta isso para explicar o pânico dos anglo-sionistas."


O que parece estar também acontecendo, como sugeri em artigo anterior, é um movimento da diplomacia russa, para dar à Arábia Saudita e aos membros árabes da OPEP uma alternativa à fracassada estratégia que abraçaram, de financiar todos e quaisquer terroristas que se apresentassem como anti-Assad. 


O novo monarca saudita e seus conselheiros parecem ter começado a suspeitar que é muito provável que os doidos-por-guerra neoconservadores nos EUA que estão armando o ISIS e a Frente Al-Nusra da Al-Qaeda, além da Fraternidade Muçulmana no Oriente Médio ali perto, bem podem ter em vista derrubar os sauditas e outras 
monarquias do Golfo. Ao abrir negociações, ou mediar um fim informal para a mais recente guerra sunitas versus xiitas inventada/fomentada por Washington, a Rússia pode conseguir remover um importante fomentador de guerras à distância que sempre manteve ativas as guerras de Washington.


E assim, resta só a Turquia de Erdogan, como principal patrão/patrocinador do ISIS. É situação qualitativamente nova desde o início da guerra há cerca de quatro anos, e momento ideal para o aumento combinado do apoio russo, ao Exército Árabe Sírio e ao legítimo governo do presidente Assad, e para uma grande nova ofensiva diplomática para pôr fim àquela guerra.


Esse é o fator que, muito provavelmente, mais incomoda os planejadores de guerras em Washington. Estão começando a ver que estão a um passo de perder – ou, mais provavelmente, já perderam – qualquer derradeiro fiapo de poder ou influência sobre países em todo o Oriente Médio, inclusive sobre o Irã – pedra central, até agora, de toda a política de Obama para o Oriente Médio.


Dia 21/9, o vice-ministro do Exterior para Questões Árabes e Africanas do Irã, Hossein Amir Abdollahian, estava em Moscou, discutindo Oriente Médio e Síria. O Irã trabalha com a Rússia, bem próximos, já há semanas, para construir uma estratégia que ponha fim à 
ameaça que o ISIS representa para a Síria.


Mas... E Israel?



Claro que o fator que mais fez crescer e aprofundar a instabilidade política e social no Oriente Médio islamista sempre foi o governo de Netanyahu em Israel. Também nesse campo Putin mais uma vez mostrou presença e alta habilidade, com Israel já se afastando de Washington na questão do Irã, como em outras questões.


Segundo o site de notícias 
DEBKA.file, reputado como centro de atividade de militares israelenses e da inteligência do Mossad, no final de agosto Putin propôs a Israel que Moscou assumisse a responsabilidade pela segurança dos campos de gás de Israel no Mediterrâneo, ao mesmo tempo em que ofereceu investimento russo de $7-10 bilhões para o desenvolvimento do poço Leviathan, o maior de todos, e construção de um gasoduto até a Turquia, para exportar o gás para a Europa. "Um investimento multibilionário da Rússia naquele campo faria dele um projeto russo, que nem Síria nem Hizbollah ousariam atacar, mesmo que pertença a Israel" – escreveu DEBKA.

A matéria diz que a oferta foi feita "ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu em telefonema confidencial e por enviados sigilosos." DEBKA.file diz também que as revelações dessa crescente ajuda militar russa à Síria e da cooperação entre forças russas e iranianas na Síria mudaram completamente o cálculo estratégico israelense, depois de construída a 'parceria' com os russos: "O exército de Israel deve agora reavaliar sua postura no front sírio, reconsiderando o patrocínio que dava ao grupo de rebeldes seletos que defendem a linha no sul da Síria contra iranianos e combatentes do Hezbollah que atacam através da fronteira no norte de Israel. A mudança na atitude de Israel apareceu sugerida em declarações ouvidas nos últimos dias, de altos funcionários da segurança israelense, os quais, agora, dizem que, afinal, a melhor opção é, mesmo, deixar que Assad permaneça no governo da Síria."


E acrescentam: "A Força Aérea e a Marinha russas são os mais fortes contingentes militares estrangeiros ativos no Mediterrâneo oriental. Os EUA nada têm ali, sequer comparável. A força militar de Israel é substancial, mas ninguém cogita de confronto militar com os 
russos…"


Se as notícias de DEBKA.file são acuradas, a mais recente estratégia de paz dos russos para o Oriente Médio, que associa diplomacia e ostentação de força militar, acaba de aplicar derrota devastadora à estratégia de Washington, de promover e inflar guerras e mais guerras sempre e por todos os cantos do planeta.


Se a Rússia consegue agora forjar uma coalizão genuína e honesta de nações, para isolar e destruir o monstro criado e nutrido por Washington conhecido como ISIS ou EI, e permitir que a verdadeira oposição síria resolva seus problemas com o presidente Bashar al-Assad (e vice-versa) – em eleições das quais não participem ONGs mantidas por George Soros ou a "National Endowment for Democracy" do governo norte-americano – o mundo terá dado passo gigantesco para bem longe de novas guerras.




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