segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O império late e a caravana passa            




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Tradução pelo Coletivo de tradutores da Vila Vudu                



A Marinha dos EUA escolheu belo modo de celebrar a semana, quando a liderança de Pequim discutia o mapa do caminho para fazer da China vire "sociedade moderadamente próspera" já em 2020.

Lançaram provocação militar no Mar do Sul da China. Ou, segundo a novilíngua pentagonesa, "desafiaram" as "pretensões" chinesas naquelas "águas em disputa".

Lacaios proverbiais do Império do Caos – Austrália, Japão, Filipinas – endossaram a provocação. A Indonésia, em avaliação sóbria, chamou a ação, na essência, de provocação desnecessária.

Afinal, o almirante Harry Harris, Comandante dos EUA no Pacífico, se reunirá em novembro em Pequim com o alto comando militar chinês para diluir as proverbiais "tensões" no Mar do Sul da China, inventadas pelos suspeitos de sempre.

Nada sugere que a espiral de provocações seja esvaziada em breve. EUA e Japão estão objetivamente alinhados no Mar do Sul da China. Pequim já disse claramente a Washington, em várias ocasiões, que se alguma Tóquio militarmente ressurgente iniciar alguma espécie de jogo naval, a resposta será dura.

Pode acontecer via Filipinas, armadas pelo Japão, tentando provocar a China por causa de uma ilhota no Mar do Sul da China, e contando com a Cavalaria, digo, a Marinha dos EUA, para vir socorrer. Os chineses dirão com todas as letras, bem claramente, ao almirante Harris, que os EUA estarão brincando com fogo.


O verdadeiro inimigo público 


encontro rascante no Mar do Sul da China ocupou umas poucas manchetes, mas o pessoal tinha coisa mais importante a fazer, escrevendo o Shinsanwu – o 13º Plano Quinquenal.

Aqui se 
ouve/vê a versão pop – com legendas para cantar junto – do 13º Plano Quinquenal da China, o qual, depois de quatro dias de debates, cristalizou o mapa do caminho para 2020.

Assim sendo, o mundo deve esperar é massivo esforço coletivo, com a China que continuará a crescer a ainda enormíssimos 6,5%/ano, ao mesmo tempo em que, lenta mais firmemente, beliscará o próprio modelo econômico. Como tarefa história, é equivalente às três décadas de milagre chinês desencadeado pelas reformas "Enriquecer é Glorioso" do Pequeno Timoneiro Deng Xiaoping.

Paralelamente, podem todos contar com que Washington continue obcecada pelo inimigo público número 1. Não, não é o presidente Vladimir Putin da Rússia. É o Banco Central da China.

O Banco Central da China está integralmente dedicado à criação de uma moeda global de reserva, feita de uma cesta de moedas mundiais e controlada pelo FMI. O processo deve basear-se nos direitos especiais partilhados pelos 185 estados-membros do FMI, os SDRsspecial drawing rights.

A nova moeda global deve ser usada para comércio, para preço de commodities, contabilidade e finanças governamentais.

Para Washington, não surpreendentemente, qualquer tipo de moeda global que não seja o dólar é anátema absoluto.

Assim sendo, o incansável impulso de Pequim para reformar as instituições de Bretton Woods – dando maior voz aos BRICS – deve continuar contido.

OK, mesmo assim, tudo bem com Pequim – porque o mesmo impulso está agora distribuído para vários mecanismos alternativos: o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS (NBD), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), liderado pela China; maior cooperação econômica dentro da Organização de Cooperação de Xangai (OCX); e a fabulosa expansão, nos próximos dez anos, das Novas Rotas da Seda, ou "Uma Estrada, Um Cinturão", como são conhecidas na China. A China tem muitas opções para gastar seus $4 trilhões em moedas estrangeiras de reserva – a maior, em todo o mundo.


E os mortos vivos voltaram 


Paralelamente, a parceria estratégica Rússia-China continua a avançar, com a Rússia já hoje, como principal fornecedora da petróleo para a China.

Xi Jinping, não por acaso, foi recebido como novo Rei da Inglaterra, no seu mais recente 
tour de force, assim como a chanceler Angela Merkel esteve na China, com os empresários alemães já de olhos postos nas Novas Rotas da Seda, que terão um de seus terminais em Duisburg.


E também não por acaso, o ministro da Economia alemã Sigmar Gabriel, em reunião com o presidente Putin, disse que as sanções da União Europeia contra a Rússia devem ser levantadas. O comércio bilateral Alemanha-Rússia está agora refém das sanções da União Europeia contra a Rússia, muitas das quais impostas por Washington aos lacaios de sempre. Berlin quer cair fora, e rápido. E daí, que haja "fricções" Alemanha e cestas alemãs e centro-leste-europeias.

À medida que avança inabalável a integração alemã-russa de energia, a sociedade civil em toda a Europa começa a se posicionar empenhadamente contra as confusões e desgraças promovidas pela OTAN.

"Um Cinturão, Uma Estrada" será meio para catalisar todos esses movimentos interconectados, como o principal projeto de integração pan-Eurasiana que é: uma caravana multiétnica que propõe comércio total, não guerra total. Os aspectos básicos encontram-se 
aqui.

Não surpreende que Washington tenha tanto medo da integração dos BRICS, do NBD, do BSII, da OCX e das Novas Rotas da Seda, quanto tem medo do Banco Central da China.

Assim sendo... O que temos, vindo do governo dos EUA, como proposta para o século 21? Só a Volta dos Mortos Vivos – que se lê no manifesto que os neoconservadores 
estão lançando para 2016. Que se lambuzem do infinito glitter da guerra lá deles.

Pepe Escobar –  é jornalista, brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como:  Sputinik, Tom Dispatch, Information Clearing House, Red Voltaire e outros; é correspondente/ articulista das redes Russia Today e Al-Jazeera.


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Partido AKP de Erdogan 'passou a mão' nas eleições    

(improvável qualquer contestação bem-sucedida)    
 

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Moon of Alabama         

Tradução Pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu                     

Primeiros resultados das eleições extraordinárias [orig. 
snap elections] na Turquia surpreendem e são muitíssimo diferentes do que previam recentes pesquisas eleitorais. Mas, como já se previra nesse blog, os resultados não derrubam o governo de Erdogan. Essas eleições convocadas extraordinariamente, assim, "corrigem" o resultado da votação de junho, quando o Partido AKP perdeu a maioria.

Com 98% dos votos já contados, os resultados preliminares são, aproximadamente: 
·  AKP 50%
·  CHP 25%
·  MHP 12%
·  HDP 10%

Com essa contagem, o AKP de Erdogan teria 317 assentos no Parlamento, 13 a menos do que os 330 necessários para configurar a supermaioria exigida para mudar a Constituição. Mas se o partido curdo/de esquerda HDP ficar, seja como for, abaixo de 10%, os assentos que lhe cabem praticamente vão para o AKP e a supermaioria qualificada passa a ser muito provável.

Mas agora, ninguém sabe por quê, a Comissão Eleitoral fechou sua página na web, e deixou de atualizar os resultados. Pesquisas pré-eleições, que acertaram quase perfeitamente nas previsões para as eleições de junho, erram agora por diferenças 6-8%. Nenhuma pesquisa previu que o AKP alcançaria mais de 44%.

Pode-se portanto esperar que muita gente acusará de fraudulenta a atual eleição. É muito possível que, sim, tenha havido fraude. Erdogan nunca se intimidou ante os perigos de jogar sujo. Mas que ninguém espere que qualquer denúncia que questione os resultados venha a chegar aos tribunais. Polícia, procuradores de Justiça e cortes em geral estão todos sob duro comando do Partido AKP. Internacionalmente, Erdogan tem obtido muito apoio de estados do 'ocidente'.

Apenas dois dias antes das eleições, os EUA anunciaram que estava aprovada a venda, muitas vezes suspensa, da ‘bomba inteligente' para a Turquia. A União Europeia suspendeu a divulgação de relatório em que se criticava a situação de direitos políticos e humanos na Turquia. Há apenas 12 dias, Merkel visitou o sultão para posar para fotografia no trono do Sultão e ofereceu bilhões à Turquia para que pare de mandar migrantes para o norte da Europa. Raras críticas, por Erdogan ter tomado o Koza-İpek Group e os vários canais de TV fo grupo. Essas medidas "ocidentais", consideradas em conjunto, indicam claro apoio a Erdogan e podem ter arrastado alguns votos para ele. Portanto, que ninguém espere críticas desses lados, ainda que surja alguma prova de que houve manipulação de votos. Agora, a luta já foi comprada.

A grande questão, porém, é o que tudo isso significa para a Turquia? O que significa para a guerra civil na Turquia contra os curdos? E o que significa para a guerra de Jihad contra a Síria, que Erdogan e outros continuam a inflar?

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domingo, 1 de novembro de 2015

Porque a Europa precisa apoiar a política da Rússia para a Síria        



 
por Finian CUNNINGHAM      
tradução mberublue         



A Rússia colocou as coisas de forma simples e sucinta: A Europa precisa que o conflito na Síria tenha um fim para resolver seu próprio problema com a crise dos refugiados. Para que o problema seja totalmente solucionado, há que se respeitar o governo soberano da Síria e derrotar a guerra encobertamente apoiada por potências estrangeiras que visam mudança de regime.

Também é condição sine qua non que se respeite o direito do povo sírio na determinação de seu próprio futuro; e isso significa que a Europa terá que rejeitar de forma clara a agenda ilegal de Washington, Londres e Paris de derrubar a qualquer custo o presidente sírio Bashar al Assad. Resumindo, isso significa que a Europa deverá se alinhar com a Rússia em suas políticas para a Síria.


Enquanto hospedava o vice chanceler da Alemanha, Sigmar Gabriel, o Presidente Putin reiterou a posição russa em relação à Síria. Para que não restem dúvidas quanto à importância das palavras de Moscou, a relação entre os Estados da União Europeia sofreu mais uma reviravolta em seu já desgastado arcabouço.

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Putin e Sigmar Gabriel
As tensões entre os Estados balcânicos relacionadas ao número sem precedentes de refugiados acabaram por desandar até envolver a Alemanha e a Áustria – dois destacados membros do bloco com fortes laços culturais. A confusão teve início após o anúncio pela Áustria de que se tornará o próximo país da União Europeia a construir muros em suas fronteiras para restringir o fluxo de imigrantes que pretendam cruzar seu território.

Thomas de Maiziere, Ministro do Interior da Alemanha, atacou fortemente a última iniciativa austríaca, chamando seu comportamento de “fora da ordem”. Berlin foi ainda mais longe, ao acusar a Áustria de abandonar os refugiados ao anoitecer nas fronteiras da Alemanha, para que esta os abrigasse. Por sua vez, a Áustria realizou um contragolpe imputando a culpa pela situação à Chanceler alemã Angela Merkel, por ter encorajado o fluxo de imigrantes com sua “política de portas abertas”.

Este foi mais um sinal das relações deterioradas no interior da União Europeia como resultado da crise dos refugiados – cuja maior fonte continua sendo a guerra de já mais de quatro anos que grassa na Síria. O jornal francês Le Figaro verberou raivosamente a Áustria por sua decisão de instalar um muro em suas fronteiras, pois estaria “ameaçando Shengen” – o tratado fundamental que garante a livre movimentação de cidadãos europeus no interior do bloco.


A movimentação austríaca aconteceu na esteira das decisões tomadas por Hungria, Eslovênia, Croácia e Bulgária de construir muros bordejando suas fronteiras, vigiadas por polícia de choque e pessoal armado. Relatos de pesadas táticas policiais usadas contra os refugiados causaram enorme consternação em Bruxelas. O jornal alemão Deutsche Welle publicou um artigo no início deste mês acusando o premier húngaro Victor Orban de estar criando uma “ditadura asquerosa” devido às suas políticas de contenção dos imigrantes.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker já denunciou a dramática tendência de construir muros para isolar imigrantes, ao dizer que esta atitude vai contra o espírito da União Europeia. A preocupação tácita é a de que a estrutura social europeia está desmoronando.

Enquanto isso, no interior da Alemanha, o partido governista de Angela Merkel, a União Democrática Cristã, está sob pressão de seus eleitores na medida em que eles têm a percepção de que o partido exerce política conivente com a acolhida de refugiados. Protestos contra os imigrantes foram montados na Bavária, em Hamburgo e em Dresden. Pior. Não é apenas o movimento Pegida, de extrema direita, que está em rebuliço.

Mesmo entre os centristas, as pesquisas mostram que a inquietação cresce em relação ao aumento de estrangeiros adentrando o país. Uma pesquisa revelou que apenas um terço dos alemães são apoiadores das políticas de “porta aberta” de Merkel relacionadas aos imigrantes e aos solicitantes de asilo. Relata-se que a Alemanha receberá 800.000 pedidos de asilo neste ano. O número pode ser ainda maior, chegando a tanto quanto 1,5 milhões.

Enquanto isso, a Inglaterra e a França anunciaram que poderão aceitar números relativamente baixos de 20.000 e 30.000 respectivamente. Não obstante, mesmo esses números relativamente pequenos são capazes de prover de munição pesada os partidos contrários à União Europeia, respectivamente o UKIP na Inglaterra e a Frente Nacional na França.

Sob este prisma, a advertência que a Rússia fez à União Europeia de que deve encontrar uma solução para a crise síria adquire importância visceral. Caso o conflito sírio continue a arder, o número de refugiados pressionando a Europa continuará a crescer, o que por sua vez certamente levará os líderes dos Estados Membros da União Europeia a travar embates cada vez mais raivosos, dividindo os países. Não há exagero em afirmar que o conflito sírio, e por consequência a crise dos refugiados, está dividindo a Europa e pode mesmo colocar em risco a existência do bloco.

Enquanto se deplora a maneira brutal com que a polícia dos países trata os refugiados, e os entraves burocráticos cruéis que estes são obrigados a enfrentar, ao mesmo tempo existe um terreno fértil para o florescimento de problemas entre os países “na linha de frente” da União Europeia e que estão às voltas com um fluxo de refugiados sem precedentes. Com população relativamente pequena e economias cambaleantes, é compreensível que Estados como a Eslovênia, com população de apenas 2 milhões de eslovenos estão encarando o súbito aparecimento de milhares de pessoas em situação desesperada como um desafio que não pediram e não querem.


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Victor Orban
Já o primeiro ministro húngaro, Victor Orban, tem um ponto de vista muito razoável quando questiona o fato de que a Turquia é um país seguro, então porque de repente o governo de Ancara começou a permitir que tantos refugiados atravessem o país em direção ao território da Europa?

Por outro lado, o conflito sírio, principal fonte do atual número histórico de refugiados é uma crise para o surgimento da qual a maioria dos países europeus não colaboraram.

A Inglaterra e a França são acusadas, com boas evidências, de fomentar e incrementar o conflito na Síria com o intento de derrubar o governo do Presidente Bashar al Assad. Tanto Paris quanto Londres foram constantes em seu apoio incondicional para as ambições hegemônicas dos Estados Unidos no Oriente Médio. É marcante a lembrança de que Roland Dumas, antigo Ministro de Relações Exteriores da França revelou em 2013 que foi procurado secretamente por altos funcionários da Inglaterra já em 2009 com um plano que deveria permanecer na clandestinidade para derrubar o governo de Assad. Isso aconteceu pelo menos dois anos antes da insurgência apoiada no estrangeiro, sob a cobertura de uma suposta “revolta pela democracia” sobre a qual desde então a imprensa ocidental mente sistematicamente.

Desde aquela época a narrativa fantasiosa de uma “revolução pela democracia” foi esvaziada pela sangrenta realidade de uma guerra encoberta que o ocidente, a Arábia Saudita e a Turquia levaram a efeito utilizando-se de mercenários. Não é mais possível esconder a verdade dos fatos.

Mesmo agora, quando Washington, Paris, Londres e seus aliados regionais combinaram nesta semana um encontro para “conversações de paz” em Viena, juntamente com a Rússia e o Irã, não há qualquer indicação de que a agenda de mudança do regime tenha sido abandonada pelas potências ocidentais.

John Kerry e Philip Hammond, Secretários de Estado dos EUA e da Inglaterra, respectivamente, aparentemente amainaram a sua antes imperiosa demanda quanto à agenda “Assad tem que sair”, para um processo mais tradicional de abdicação do poder. Todavia, o objetivo final ainda é a mudança de regime. Por outro lado, a França continua inamovível em suas exigências para a saída imediata de Assad. O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, que preside as conversações de Viena, exigiu um “prazo fixo definido” para que Assad deixe o poder.

Dessa forma, quando Washington e seus aliados europeus falam em encontrar uma “solução” para o conflito, o que querem mesmo é que a solução encontrada vá ao encontro de seus desejos de derrubar o governo da Síria. Não estão de forma alguma comprometidos com uma solução pacífica para o conflito. O que querem e perseguem é conseguir realizar suas intenções, se possível, por meios políticos. É absolutamente necessário dizer que isso é uma violação clara dos direitos de soberania da Síria.

Uma coisa é certa. O conflito alimentado pela agenda obsessivamente perseguida pelos Estados Unidos para o conflito na Síria continuará a fazer crescer o número de refugiados. Esta semana a ONU revisou seus números de sírios que estão necessitando urgentemente de ajuda humanitária para 13,5 milhões de pessoas – mais da metade da população total do país. Quantos milhões ainda vão se juntar a esses números? Quantos eventualmente vão se dirigir para a Europa em busca de socorro?

O destino da Europa não deveria estar nas mãos de dois lacaios (norte)americanos – Inglaterra e França – cujas mãos, aliás, já estão manchadas com o sangue sírio. Não dá para aceitar que países europeus que nada tem a ver com o conflito estejam sendo incendiados por uma crise que não criaram.

mercenários dos EUA na Síria

A resolução do conflito sírio requer que Washington e seus vassalos respeitem os ditames da lei internacional e que suspendam imediatamente seus esquemas ilegais para uma mudança de regime e ainda, que chamem de volta seus cães de guerra para fora do país. Isso não só resolveria o conflito como seria uma solução integral para a crise de refugiados. Respeitem a lei internacional. Há coisa mais simples?

Claramente, a Rússia e o Irã colocaram essa solução na mesa de negociações insistindo em que o direito soberano da Síria tem que ser respeitado. Cabe agora à Alemanha e outros países não beligerantes da Europa mostrar sua própria independência apoiando a Rússia e ao Irã nesta política, repudiando o esquema ilegal de mudança de regime representado pelo eixo Washington, Paris, Londres.


Finian Cunningham – nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, em 1963. Especialista em política internacional. Autor de artigos para várias publicações e comentarista de mídia. Recentemente foi expulso do Bahrain (em 6/2011) por seu jornalismo crítico no qual destacou as violações dos direitos humanos por parte do regime barahini apoiado pelo Ocidente. É pós-graduado com mestrado em Química Agrícola e trabalhou como editor científico da Royal Society of Chemistry, Cambridge, Inglaterra, antes de seguir carreira no jornalismo. Também é músico e compositor. Por muitos anos, trabalhou como editor e articulista nos meios de comunicação tradicionais, incluindo os jornais Irish Times e The Independent. Atualmente está baseado na África Oriental, onde escreve um livro sobre o Bahrain e a Primavera Árabe.


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